Dólar fecha com alta de mais de 2% nesta sexta-feira

O dólar fechou em forte alta nesta sexta-feira (9), em meio a um movimento de aversão ao risco no exterior depois que a Coreia do Norte realizou novo teste nuclear e após indicações de que o Federal Reserve (BC dos Estados Unidos) pode elevar em breve a taxa de juros do país.

A moeda norte-americana subiu 2,16%, vendida a R$ 3,2800.  

Na semana, o dólar acumula valorização de 0,81%. No mês de setembro, a moeda avança 1,56%. Contudo, desde o início do ano, tem queda acumulada de 16,9%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, alta de 1,04%, a R$ 3,244
Às 9h30, alta de 1,27%, a R$ 3,2514
Às 10h, alta de 1,58%, a R$ 3,2612
Às 10h20, alta de 1,27%, a R$ 3,2513
Às 10h49, alta de 1,67%, a R$ 3,2643
Às 12h40, alta de 1,64%, a R$ 3,2631

Às 13h20, alta de 1,84%, a R$ 3,2695
Às 13h40, alta de 1,78%, a R$ 3,2676
Às 14h31, alta de 1,97%, a R$ 3,2738
Às 15h23, alta de 2,13%, a R$ 3,2788
Às 16h11, alta de 1,86%, a R$ 3,2690

Cenário externo

O dia começou com nervosismo no exterior depois que a Coreia do Norte realizou seu quinto e maior teste nuclear, afirmando ter dominado a habilidade de montar uma ogiva em um míssil balístico.

A alta do dólar frente ao real se firmou então após o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, declarar que o banco central norte-americano enfrenta cada vez mais riscos se esperar muito tempo para elevar a taxa de juros.

“A declaração de Rosengren mostra que há margem para um aumento da taxa de juros norte-americana, percepção que havia perdido força depois do resultado do payroll de agosto”, explicou á Reuters o diretor da corretora de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, referindo-se ao relatório de emprego dos EUA.

Na sexta-feira passada, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que o crescimento do emprego nos EUA desacelerou mais que o esperado em agosto, o que poderia fazer o Fed desconsiderar aumento da taxa de juros.

A inflação mais baixa na China também chamou a atenção. Em relatório a clientes, os economistas da Guide Investimentos chamaram a atenção para a desaceleração da alta dos preços em agosto como um sinal de fragilidade. “É mais um fator que parece despertar cautela”, destacaram.

Cenário interno

No Brasil, o mercado esperou o encaminhamento pelo governo de Michel Temer da proposta de reforma da Previdência até o final do mês, antes das eleições municipais, considerada um dos principais pontos para colocar as contas públicas do país em ordem.

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou como “inócua” a proposta, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, argumentando que ela somente daria entrada na Casa no início de outubro.

O Banco Central vendeu hoje, novamente, a oferta total de até 10 mil swaps cambiais reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

Última sessão

Na véspera, o dólar subiu 0,07%, vendido a R$ 3,2104. Na semana, o dólar acumula queda de 1,32% e no mês, de 0,59%. No ano, há desvalorização de 18,68%.

Fonte: G1