Cultive amoras no jardim ou em vaso e delicie-se com as frutas

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Quem nunca “pintou” as mãos de roxo ao comer amoras direto no pé? Talvez a nova geração de crianças não tenha passado por essa experiência, mas atualmente alguns projetos de paisagismo têm introduzido árvores frutíferas em áreas de parques infantis, principalmente em condomínios.

De acordo com o paisagista João Jadão, do escritório Planos e Plantas, o gosto, a cor e a tinta da amora contribuem para enriquecer o universo infantil, “É um paisagismo produtivo e sustentável”, conclui.  Utilizada até como corante natural, essa fruta doce é encontrada com facilidade nas regiões sul e sudeste do país, sendo que na América do Sul, os maiores produtores são Argentina e o Chile.

Segundo o doutorando em Agronomia, João Paulo Dias, a amoreira-preta (“blackberry”, em inglês), espécie mais comum na América do Sul, é uma planta arbustiva pertencente à família Rosaceae de nome científico rubus fruticosus oubrasiliensis, e possui hastes semieretas, a maioria com espinhos e floração uniforme, branca e grande.

Essa floração ocorre geralmente na segunda semana de setembro e se torna plena na segunda semana de outubro. Os frutos são produzidos entre novembro e dezembro, ou seja, na primavera.  A amoreira não precisa de sol direto o dia todo, mas pode buscar os raios solares a ponto de seus braços chegarem a quatro metros de comprimento.

Getty ImagesA amora é um fruto agregado, ou seja, formado por varias mini-drupas (gominhos). De acordo com o doutorando em Agronomia, João Paulo Dias, a melhor variedade disponível no mercado é a Tupy, com espinhos, que produz frutos grandes (6 g) e coloração preta e uniforme, recomendada para o consumo “in natura” por apresentar baixa acidez. Além dela, existem muitas outras como a Brazos e a Ebano Guarani, bem como variedades sem espinho, por exemplo, a Xavante.

A melhor época para o plantio das mudas é a chuvosa, a fim de manter um nível satisfatório de umidade no solo. A planta vai bem em vários tipos de terreno, mas é recomendado evitar os muito argilosos ou arenosos.

Para o pesquisador da Embrapa, Luis Eduardo Antunes, a melhor forma de comprar os exemplares é na forma de mudas com 30 a 40 cm de altura, em sacos de 0,5 a 1 litro de capacidade, adquiridas em viveiros especializados com registro no Ministério da Agricultura.

Para o cultivo de grande porte, o pesquisador recomenda ainda adquirir as plantinhas em laboratórios de cultura de tecidos vegetais. “São mudas livres de doenças”, atesta.

Adubação e podas

A adubação orgânica (esterco de animal) e a verde (feijão, soja, tremoço) proporciona a melhoria das propriedades físicas do solo e facilita o desenvolvimento de microrganismos. Como sugestão, pode-se aplicar uma mistura de esterco de curral curtido, farinha de osso e torta de mamona.

Não é recomendável fazer poda ou colheita antes dos seis meses a contar do plantio, para que a planta possa desenvolver seu sistema radicular e estabilize seu desenvolvimento. Além disso, não é indicada a aplicação de inseticidas ou outros produtos químicos, uma vez que a amoreira é bem rústica e resistente.

Na maior parte do ano, a planta se basta com a irrigação natural, por meio das chuvas. A irrigação manual é recomendada em épocas de muita seca, quando o solo torna-se muito árido.

Já a poda é indispensável para o bom crescimento e qualidade dos frutos, pois os ramos da amoreira preta “vivem”, em média, 18 meses. No inverno é recomendável a poda seca, quando são eliminados os galhos secos, sem folhas.  Depois da produção deve ser realizada uma poda dos galhos verdes – o chamado desponte – para evitar que as hastes fiquem muito compridas e uma segunda poda de eliminação, que corta as varas que já deram frutos.

Fonte: Uol Mulher

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