Crespo promete São Paulo competitivo, avisa que terá poucos reforços e pede paciência

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Em sua apresentação como novo treinador do São Paulo, nesta quarta-feira, Hernán Crespo prometeu criar um time competitivo no São Paulo. E já sinalizou que provavelmente terá que fazer isso sem muitos reforços.

O argentino, campeão da Copa Sul-Americana de 2020, disse que almeja um futebol “protagonista, que busca o gol adversário”.

Ele reforçou, porém, que é uma intenção que requer tempo e paciência – características que se tornaram raras no São Paulo nos últimos anos, com pressão por um título que não vem desde 2012.

– Para mim, jogar bem é buscar o gol adversário e sofrer poucas chances. Isso requer tempo e paciência. Os dirigentes estão de acordo – afirmou Crespo, que disse que precisa resolver questões burocráticas para assumir o cargo no começo do Paulistão.

– Nossa intenção é ter um rendimento constante alto, logicamente, mantendo o time competitivo. Vamos precisar do apoio de todos jogadores do elenco, porque há uma quantidade enorme de jogos. Isso requer um esforço geral. Vamos ser competitivos nos torneios, com uma linha, uma identidade e com paciência para construir algo que possa durar pelo tempo e dar satisfação. É o que posso garantir – completou.

Crespo, bem-humorado, demonstrou conhecimento das dificuldades financeiras do São Paulo, que terá pouco dinheiro para investir na nova temporada.

– Informação nova, me disseram que teria muito dinheiro, falaram que poderia comprar todos – brincou, antes de voltar a falar sério.

– Não é isso, é consertar o que tem, mas não se pode esquecer nunca que a América do Sul é uma fábrica exportadora de talentos. É procurar, identificar e achar.

Ele elogiou o elenco atual, mas evitou fazer comentários mais aprofundados por respeito aos atletas que ainda disputam a reta final do Brasileiro.

– Estamos falando com a diretoria. Temos um elenco muito talentoso. Isso requer tomar decisões com muita calma. Começar a falar de nomes não tem sentido. Tem a reta final do Brasileirão. Seguramente não serão muitos reforços – afirmou.

Veja o que mais disse o novo treinador do São Paulo, Hernán Crespo:

Sobre aproveitar parte do trabalho anterior de Fernando Diniz:

Crespo: “Seguramente vamos aproveitar o trabalho feito pelo Fernando. Há um trabalho feito e merece muito respeito. Cada um tem sua forma de conduzir e ver o futebol. Acho que podemos acrescentar coisas ao trabalho, para dar um passo a mais numa construção feita há um ano. Com muitas coisas estou de acordo, e para outras vamos colocar algo novo”.

Crespo conversa com Daniel Alves e Juanfran no São Paulo — Foto: Reprodução/Twitter
Crespo conversa com Daniel Alves e Juanfran no São Paulo (Foto: Reprodução/Twitter)

Você conta com Hernanes, Juanfran e Daniel Alves?

Crespo: “Está mais do que claro. Os três que você falou, Daniel Alves, Hernanes e Juanfran, não precisam de apresentação. Mas qualquer decisão não parece correta de se tomar hoje e fazer publicamente, por muito respeito ao time. Tem possibilidade de título, fase de grupos da Libertadores. Qualquer coisa que diga pode desequilibrar. São coisas que têm influencia direta no futuro. Gosto de dar oportunidade. Posso ter ideia, mas não tomei decisão e tampouco me parece correto comunicar hoje. Antes, prefiro falar com jogadores e depois com a imprensa. Não tenho decisão, e se tivesse tomado não diria, por respeito ao momento do time. Me parece correto não falar disso agora”.

De que forma pretende buscar vitórias?

Crespo: “A forma é respeitar o que nos fez amar futebol, quando éramos pequenos queríamos fazer gols, nos abraçar. É isso. Entender que tem um time rival, que vai dar dificuldade e que às vezes não vai te permitir jogar como você quer. Futebol de alto rendimento tem rivais importantes e é difícil, mas tem de respeitar o que você é, o time que é. Os jogos se ganham, perdem e empatam, mas nunca trair a essência, o que nos fez amar o futebol, nos apaixonar pelo futebol. É o que desejo, jogar com essa paixão, recordar o que nos fez querer jogar e ser profissionais. Respeitar. Quando você conquista isso, é magnífico”.

Pensa em alguns momentos abrir mão de convicções para vencer?

Crespo: “Acredito que a melhor maneira de ganhar é com as formas que levam tempo de construção e identidade. Mas o objetivo é ganhar. Não são coisas diferentes. No momento de dificuldade, precisamos de certezas, vamos trabalhar pelas certezas, porque quando vier momento de dificuldade, vamos nos apoiar nessas certezas e nas convicções. O trabalho é dar certezas e convicções. É o que vamos buscar, porque o objetivo final é ganhar. Há muitas formas. Eu escolhi uma. A forma de respeitar a criança que temos dentro de nós, de nos associar, ser agressivo e protagonista, dono do seu destino. O São Paulo, como grande que é, tem que jogar no gol adversário. Sempre. Eu escolho esse caminho”.

Pressão pela fila de títulos

Crespo: “Há coisas naturais. Desde os 18 anos, quando estreei no River Plate, outro grande da América do Sul, toda minha vida futebolística como jogador foi conviver com pressão. Superei a pressão e me diverti muito conquistando. Minha intenção é voltar ao mesmo como treinador. É uma grande oportunidade para mostrar uma vez mais. Esse desafio é isso. Entendendo as virtudes, os defeitos e conviver com tudo isso. É ter a serenidade de me apoiar no grupo de trabalho. Vamos estar à altura do que significa ser da comissão técnica do São Paulo. Podemos ter um milhão de ideias, mas sem a colaboração dos jogadores é impossível. Pelo contato que tive hoje, vi gente com gana, vontade, com fogo nos olhos de fazer coisas boas. Isso me enche de alegria e entusiasmo”.

Escolha entre São Paulo, Santos e seleção do Chile

Crespo: “É uma consequência. Como jogador e treinador, quando as coisas saem bem, tem resultados, e a forma como obtém os resultados, é normal ter situações de novos times, seleções. Mas digamos que quando se deu a possibilidade de falar com a diretoria do São Paulo, foi tudo muito fácil e simples. Tem a ver com o sentimento, do que vibra, do que se sente. A conexão rápida com as pessoas. Gostei, me arrepiou a pele, me deu energia e me encantei. Houve pouco tempo para decidir. Mas os documentos dizem que precisamos esperar mais. Mas a escolha foi muito simples”.

Função de Kaká e encontro com ele

Crespo: “O que vai fazer o Kaká decidirão os diretores. Só posso dizer que foi uma surpresa bonita. Me mandou mensagem, não esperava encontrá-lo, e ver um amigo é lindo. Estamos falando de uma lenda do futebol mundial, não só do São Paulo. Tê-lo perto é fantástico. Esse nível de pessoas que conhecem o ambiente me ajudam a encurtar o tempo, de aprendizado de uma comissão num país novo. Quando você vê caras conhecidas e que transmitem boas lembranças, é ótimo”.

Fonte: G1

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