Covid: Botucatu teve 7.786 demissões e 7.103 contratações no 1º semestre. Foram fechados 683 postos formais de trabalho

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A pandemia da Covid-19 continua tendo efeitos na economia de Botucatu, acarretando a desaceleração de alguns setores e, consequentemente, com o encerramento de vagas formais de trabalho. Foi o que ocorreu neste primeiro semestre de 2020, quando foram fechados oficialmente 683 postos, resultantes de 7.786 demissões contra 7.103 contratações.

Os dados constam no balanço do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), ferramenta oficial do Ministério da Economia e que mensura as atividades produtivas em todo o País. A retração é de 36% em comparação com o primeiro semestre de 2019, quando o saldo foi positivo em 1.083 postos de trabalho, diante de 9.346 admissões frente a 8.263 desligamentos.

Os meses com maiores saldos negativos foram abril (-711), maio (-550) e junho (-174). No contraponto, janeiro (190), fevereiro (337) e maio (225) apresentaram sinais de potencial recuperação econômica e dos meios produtivos.

Entre os setores com maior retração no número de vagas, o destaque fica por conta da indústria que fechou 637 postos, seguido pelo comércio (-396) e serviços (-42). No entanto, agropecuária (383) e construção civil (9) apresentaram variação positiva nestes primeiros seis meses de mensuração do Caged.

Especificamente, a indústria promoveu a contratação de 713 pessoas, mas promoveu o desligamento de 1.350 trabalhadores. O comércio, que teve medidas restritivas de funcionamento devido ao Plano SP, demitiu 1.786 botucatuenses, contratando 1.390. Serviços apresentaram as maiores demissões (3.128) e contratações (3.086). Construção civil teve 472 contratações e 463 demissões, enquanto que a agropecuária abriu 1.442 vagas e encerrou 1.059.

Quanto aos desligamentos por gênero, as mulheres foram as mais atingidas (-343) do que homens (-340). Por faixa etária, botucatuenses de 50 a 64 anos lideram as demissões (-323), seguido por 30 a 39 anos (-235), 40 a 49 anos (-156) e de 25 a 29 anos (-116). As exceções ficaram com as faixas compreendidas entre 18 e 24 anos que teve saldo positivo de 178 vagas e até 17 anos, onde foram 31 postos criados. Por escolaridade, pessoas com ensino médio tiveram as maiores demissões (-961), seguidas por médio incompleto (-124), superior incompleto (-29), fundamental completo (-27). Já fundamental incompleto (332) e superior completo (124) apresentaram saldos positivos na criação de vagas.

Flávio Fogueral – Jornal Leia Notícias

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