Corinthians derrota o Santos no fim e dispara na ponta do Brasileiro; veja os gols

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Pênalti, confusão, bate-boca e expulsão. E uma atuação confusa do trio de arbitragem mesmo quando acertou no lance capital. O Corinthians derrotou o Santos por 2 a 0 em Itaquera, neste domingo, pela 27.ª rodada do Campeonato Brasileiro, num clássico que ainda será muito discutido por tudo que aconteceu na parte final do jogo.

Até os 34 minutos do segundo tempo, imperava um zero a zero injusto porque o clássico superou até mesmo o calor – com termômetros marcando 38ºC no gramado. Mas então, um pênalti desastroso e infantil cometido por Zeca mudou o rumo do jogo.

Love foi derrubado dentro da área e Flavio Rodrigues não marcaria sem a ajuda do bandeirinha. Houve uma certa indecisão. E nos protestos dos santistas, quem foi expulso foi David Braz e não o autor do pênalti.

Transtornado, David Braz ainda se estranhou com Tite na beira do gramado e foi preciso que controlassem o zagueiro do Santos. E foram seis longos minutos entre a penalidade e o gol de Jadson, aos 40 minutos. O clássico foi até aos 53 minutos, 8 de acréscimo graças às confusões e à parada técnica.

Lucca, estreante, entrou no segundo tempo e foi essencial para a vitória do Corinthians, a primeira em cima do Santos em 2015. O atacante participou da jogada dos dois gols, no pênalti marcado e puxando o contra-ataque que Jadson, outra vez, concluiu ao gol, aos 43 minutos.

Apesar da reclamação dos santistas, o Corinthians mereceu vencer o clássico. No primeiro tempo, só faltou o gol ao anfitrião. Do apito inicial até o intervalo, o time de Tite foi dono do clássico. Jogou com intensidade e movimentação. Criou chances de gols suficientes para abrir o placar. E isso só não aconteceu graças às defesas de Vanderlei.

Tite armou o Corinthians com a inteligência de quem já havia perdido três jogos para o Santos neste temporada. Yago, zagueiro improvisado de lateral-esquerdo, fechou a defesa e cuidou de Gabriel. Ricardo Oliveira foi acompanhado por Gil e Felipe. E Lucas Lima via ao seu redor um cerco de até três jogadores. De Ralf a Renato Augusto.

Jadson, Renato Augusto e Malcom levavam o Corinthians ao ataque. As melhores oportunidades de gol do primeiro tempo caíram nos pés de Vagner Love. O gol, contudo, não veio, apesar da pressão durante 45 minutos.

O Santos ficou sem ação na primeira parte do jogo. Apostou em lançamentos longos e sem sentido e só conseguiu chegar próximo de Cássio aos 48 minutos em chute forte de Lucas Lima. É muito pouco para um time que há poucos dias tinha goleado o Atlético-MG.

Dorival arrumou o time no intervalo. O Santos adiantou a marcação e passou a levar perigo ao gol de Cássio. Lucas Lima já tinha mais liberdade. O ritmo frenético do Corinthians diminuiu, mas o time ainda buscava o gol.

E ele poderia ter saído aos 17 minutos da etapa final. Renato Augusto recebeu bola de Jadson, chutou colocado, mas a bola carimbou a trave. Aos 33, Tite deu gás novo ao time e colocou o atacante Lucca no lugar de Malcom. Deu certo.

O Corinthians melhorou, chegou ao gol e depois da expulsão de David Braz tomou conta do clássico. Com a vitória, o time de Tite se mantém isolado na liderança do Brasileiro, com 57 pontos, oito pontos à frente do Atlético-MG, que ainda joga neste domingo. O Santos é o oitavo, com 40.

FICHA TÉCNICA – CORINTHIANS 2 X 0 SANTOS

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Yago; Ralf, Jadson, Elias (Cristian), e Renato Augusto; Malcom (Lucca) e Vagner Love (Danilo). Técnico: Tite.

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Leandro), Ricardo Oliveira (Paulo Ricardo) e Gabriel (Neto Berola). Técnico: Dorival Júnior.

GOLS – Jadson, aos 40 e aos 43 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Flávio Rodrigues Guerra (SP)

CARTÕES AMARELOS – Ricardo Oliveira, Victor Ferraz, Elias, Neto Berola, Lucas Lima e Felipe

CARTÕES VERMELHOS – Werley (no banco de reservas) e David Braz.

PÚBLICO – 41.748 pagantes.

RENDA – R$ 2.649.100,00.

LOCAL – Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).

Fonte: Estadão

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