Com estiagem rigorosa, vazão do Rio Piracicaba fica 70% abaixo da média para junho

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O Rio Piracicaba está com o nível bem abaixo da média para o mês de junho. Segundo dados do Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE-SP), a vazão do manancial está em torno de 27 metros cúbicos por segundo, sendo que a média histórica para junho é de 91 metros cúbicos por segundo, ou seja, 70% abaixo.

Segundo técnicos do Consórcio PCJ (Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), esse ano, a estiagem deve ser mais acentuada que o esperado para o período. Em 2020, foi registrado o abril mais seco dos últimos 130 anos, com precipitações próximas a zero, chovendo 38% abaixo da média histórica.

“Iniciamos a estiagem de 2020 com abril mais seco das últimas décadas. A boa notícia é que o Sistema Cantareira está com 57%, suficientes para nos garantir nessa estiagem. Esperamos que ocorram chuvas em julho e agosto, melhorando todo esse aspecto quantitativo da água do nosso querido Rio Piracicaba”, disse Francisco Lahoz, secretário-executivo do Consórcio PCJ.

Apesar da baixa do rio não afetar diretamente o abastecimento de Piracicaba (SP), já que somente 10% do abastecimento de água da cidade depende do Rio Piracicaba, os reflexos do nível da água baixo podem ser vistos em várias partes da cidade.

As pedras estão totalmente visíveis no trecho do manancial próximo ao Mirante, um dos principais pontos turísticos da cidade, onde fica o Salto do Rio Piracicaba.

Já mais próximo da Estrada do Bongue, um enorme banco de areia apareceu no leito do rio, além de vários espalhados pela região. O maior deles tem 176 metros de comprimento por cerca de 50 metros de largura, ou seja, maior que um campo de futebol.

Os moradores que passam pelo local se surpreendem com a visão. “A gente passa na beira do rio e não tem noção do tamanho desse banco de areia. E é triste ver a situação que está ficando”, lamentou o taxista Deovaldo Rodrigues.

“É o cartão postal de Piracicaba, que vai falar com o Brasil inteiro. É uma joia rara que a cidade tem, precisa cuidar e preservar”, disse Oscar Oliveira Souza.

Com a baixa vazão do rio, além dos bancos de areia que aparecem, se reúne também na área muito lixo, que foi jogado no rio e fica visível com o nível baixo da água.

Fonte: G1 – Foto: Edijan Del Santo/EPTV

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