15 de junho, 2024

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Ciclone batizado de Freddy pode se tornar o mais longo da história, diz Organização Meteorológica Mundial

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Ele veio ao mundo no dia 6 de fevereiro na Austrália e desde então tem causado fortes enchentes e tempestades por onde passa, o que inclui países como Madagascar, Moçambique e boa parte do oceano Índico. Freddy, como foi batizado o ciclone, já quebrou alguns recordes sombrios, incluindo ser a única tempestade tropical do Hemisfério Sul a se intensificar mais de três vezes. E agora caminha para atingir um novo marco: o de ciclone mais duradouro da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Em 21 de fevereiro, quando chegou à costa leste de Madagascar, o fenômeno deslocou pelo menos 226 mil pessoas e fez 11 vítimas fatais. Depois, seguiu para Moçambique, onde afetou ao menos 1,7 milhão de pessoas, deixando 10 mortos. Freddy deve retornar ao país na sexta-feira levando ventos de 170 quilômetros por hora, “em uma jornada incrível e perigosa”, descreveu a OMM. A organização diz que um comitê internacional de especialistas avaliará o recorde de longevidade do ciclone.

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“A história está sendo reescrita na climatologia dos ciclones tropicais e com marcos incríveis. Denominar a tempestade de ‘extremamente rara’ talvez seja pouco para Freddy. É um sistema único, como nunca visto antes, que cruzou um oceano inteiro, avançou de um continente para outro e completa agora um mês”, avaliou em artigo o meteorologista Luiz F. Nachtigall, da rede MetSul.

Uma das questões-chave que determinarão o título é se as quedas intermitentes que o ciclone Freddy apresentou ao longo do caminho foram significativas o suficiente para tirar o título de “ciclone”. Até o momento, o ciclone tropical John detém o recorde de mais duradouro, com 31 dias, em 1994, indo do Havaí ao Alasca.

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Ciclone batizado de Freddy quebra recordes (Foto: Reprodução)

Alerta

A OMM elogiou o uso de alertas precoces para minimizar a perda de vidas humanas e danos gerais causados por esse tipo de fenômeno, que tende a se intensificar em um mundo em aquecimento.

“Freddy está tendo um grande impacto socioeconômico e humanitário nas comunidades afetadas. Mas o número de mortos foi limitado por previsões precisas e alertas precoces e ação coordenada de redução do risco de desastres no local”, disse Johan Stander, diretor de Serviços da OMM, em uma declaração.

“Isto mais uma vez destaca a importância da iniciativa Alerta Prévio para Todos da ONU para garantir que todos estejam protegidos nos próximos cinco anos. A OMM está empenhada em trabalhar com nossos parceiros para alcançar isso e enfrentar os riscos relacionados ao clima extremo e às mudanças climáticas – um dos os maiores desafios do nosso tempo”.

Fonte: Um Só Planeta

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