Brasileira é morta a tiros pelo pai dos próprios filhos na Argentina

A brasileira Eduarda Santos de Almeida, de 27 anos, foi encontrada morta nesta quarta-feira em uma trilha na região turística de Circuito Chico, em Bariloche, na Argentina. A vítima tinha hematomas e nove marcas de tiros no corpo. O pai de dois filhos da vítima, identificado como Fernando Alves Ferreira, foi preso e confessou o crime durante audiência realizada nesta sexta-feira. Ele também é brasileiro, natural de São Paulo.

Conforme o jornal El Cordillerano, o juiz de garantias Sergio Pichetto admitiu aprovou a abertura do inquérito sobre o caso e concedeu um prazo de quatro meses para o processo. Durante esse período, o acusado deve permancecer em prisão preventiva. A Justiça defende que se trata de um caso de feminicídio, já que a relação dos dois era marcada pela violência de gênero e abusos psicológicos e econômicos.

Eduarda Santos, de 27 anos, foi morta na Argentina (Foto: Reprodução)

— Gostaria de receber apoio psicológico e me declaro culpado pela morte de Eduarda Santos. Sou responsável. Não planejei, mas tive a opção, considerando que minha vida estava em perigo. Desculpe, mas minha vida veio em primeiro lugar — disse Ferreira.

O homem ainda relatou uma rotina de violência entre o casal. Investigadores também apuram a informação de que, apesar de ter tido filhos gêmeos com a vítima, Ferreira teria registrado as crianças no nome dele e de outro homem com quem foi casado, já falecido.

— Em nenhum momento Eduarda foi submissa. Fiquei viúvo há sete meses. A violência que sofríamos em nossa casa era constante. A prioridade sempre foi meus filhos, eles nunca vivenciaram uma situação de agressividade ou violência. Voltar ao Brasil não era uma opção. Eu não fugi porque não quis, eu poderia ter feito isso. Aqui meus filhos estão protegidos. A família do meu falecido marido mora com eles. Se a Justiça Argentina mandar meus filhos para o Brasil, eles arriscam a vida deles — afirmou.

Investigação

Fontes confirmaram ao jornal Diario de Río Negro que Ferreira morava com a vítima numa casa na Rua Beethoven. A promotoria aponta que o casal teria saído de carro na noite do dia 15 de fevereiro em direção ao mirante do Lago Escondido. O homem conduzia o veículo e Eduarda estava no banco do passageiro. Chegando ao local, ele teria estacionado e os dois saíram do carro. Posteriormente, ele teria efetuado vários disparos com uma arma de fogo calibre 357 contra a mulher.

Seis projéteis atingiram o corpo da vítima, que teria morrido minutos depois. A autópsia aponta que ela tentou se proteger dos disparos e fugir, dando as costas ao atirador. O corpo foi encontrado na manhã do dia seguinte por um turista que chamou a polícia.

Fonte: Extra

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