06 de junho, 2026

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Botucatu tem alta de casos de coqueluche em 2025 e coloca bebês em risco, dizem especialistas

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Número preocupa especialistas, que reforçam a importância da vacinação de gestantes e bebês para evitar formas graves da infecção

Botucatu figura entre os municípios com maior número de casos de coqueluche registrados em 2025 no estado de São Paulo. Até o dia 10 de junho, foram notificadas 22 infecções na cidade, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. O número coloca o município atrás apenas de São Paulo (109 casos) e Campinas (26).

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Apesar da redução no total de casos em relação ao ano passado — quando o estado somou 417 registros no mesmo período — especialistas mantêm o alerta, especialmente para os riscos à saúde dos bebês. A doença já provocou duas mortes no estado neste ano.

O infectologista pediátrico Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê Materno-Infantil da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta que o risco continua elevado para recém-nascidos, público mais vulnerável às formas graves da coqueluche. “Tivemos um período com baixa cobertura vacinal de gestantes e crianças. Isso favoreceu o aumento de casos entre adultos jovens e crianças, que acabam transmitindo a doença aos bebês, que são os mais afetados”, explica o médico.

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A importância da vacinação em Botucatu

A baixa adesão à vacinação tem sido um dos principais fatores para a persistência da coqueluche. O imunizante indicado para crianças é a vacina pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Já para gestantes, a recomendação é a vacina dTpa, administrada a partir da 20ª semana de cada gestação.

Otsuka reforça que vacinar as gestantes é uma forma de proteger os recém-nascidos, que ainda não completaram o esquema vacinal. “Se voltarmos a ter coberturas vacinais baixas, estaremos comprometendo os bebês. É fundamental vacinar para evitar complicações graves e até mortes.”

Sintomas e riscos

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis e transmitida por gotículas de saliva, tosse ou espirros. A doença se inicia com sintomas semelhantes a um resfriado comum, como febre baixa e tosse seca. Com o avanço do quadro, a tosse se intensifica, torna-se incontrolável e pode provocar vômitos, lesões pulmonares, complicações neurológicas e cardíacas.

O tratamento com antibióticos, como a azitromicina, é mais eficaz na fase inicial. Em estágios avançados, o medicamento perde parte da eficácia, servindo principalmente para evitar a disseminação do agente infeccioso.

Botucatu no cenário estadual

Além da capital paulista, que lidera o ranking com 109 notificações, e de Botucatu com 22, outras cidades paulistas também apresentam registros relevantes em 2025. Em todo o Brasil, os estados com maior número de casos são Minas Gerais (430), Rio Grande do Sul (253), Paraná (251), Bahia (110) e Rio de Janeiro (98).

Com o aumento de casos em diversas regiões, o alerta é para que municípios como Botucatu reforcem as campanhas de imunização e orientem as famílias sobre os perigos da doença.

A vacinação está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do SUS.

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