Botucatu tem 71 trailers na área central da cidade

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Um levantamento feito pela Prefeitura de Botucatu contabiliza aproximadamente 71 trailers em vias públicas da cidade. A grande maioria tem autorização para o trabalho ambulante, sinônimo de que possuem alvará de funcionamento e sanitário. O problema, segundo o secretário-adjunto de Governo, Marcelo Emílio de Oliveira, é que eles acabaram fixando os trailers.

“Alguns acabaram alugando o ponto, outros vendendo o ponto. Isso não pode acontecer. Eles estavam vendendo um espaço público. Uma coisa é vender o trailer próprio, outra é o ponto que é um espaço público. Foi isso que gerou a atitude do MP que exigiu uma regulamentação da atividade na cidade.”

Para o prefeito de Botucatu, João Cury (PSDB), uma combinação de fatores gerou a “invasão” desordenada do espaço, transformando em um problema crônico. Ele admitiu que o Poder Público e os comerciantes de trailers têm responsabilidade sobre a questão. Segundo ele, em nenhum momento foi cogitado colocar fim ao comércio de comida de rua. “O objetivo é manter a atividade, mas de forma mais organizada, que possa aumentar a rentabilidade dos comerciantes.”

A prefeitura já tem as áreas que serão oferecidas para esse tipo de atividade. “Vamos distribuir esse comércio de rua por toda a cidade. Os únicos lugares que não terão são aqueles, por força de lei. Nos demais vamos disciplinar como essas áreas serão ocupadas. Poderá, por exemplo, ter essa atividade na Praça Brasil Japão, na Praça do Bosque, em bairros mais distantes. Nas reuniões, os ambulantes entenderam e muitos gostaram do novo modelo. Eles perceberam que se organizarmos será bom para todo mundo”.

De acordo com o secretário-adjunto, é a prefeitura quem vai dizer quais os espaços públicos que serão ocupados. “O município dará o projeto para a construção dos quiosques. Os comerciantes construirão e terão um tempo para exploração do espaço de forma a amortizar o investimento e terem seus lucros.”

Os novos ambulantes, segundo o secretário, terão que obedecer à nova legislação. “Vai ser feita uma legislação regulamentando os lugares que vão ser permitidos o funcionamento desses trailers. Vamos mexer um pouco nessa parte de legislação sobre permissão de uso de solo. Vamos estabelecer  alguns critérios para regulamentar a atividade de quem quer trabalhar nesse tipo de comércio. Em breve vamos apresentar para o Legislativo as modificações.” 

Food truck também depende de legislação

O food truck é um restaurante de comida gourmet instalado em trailers, só que o evento é realizado em uma única festa com apresentação de grafite e shows de rock.

A rigor, também são comerciantes vendendo comida rápida, só que o cardápio é diferenciado e os veículos não ficam fixos em um único lugar.

Em maio deste ano foi realizado um evento grande na rua Velho Cardoso, no Centro de Botucatu, com participação de dez restaurantes móveis, sendo oito da Capital, um de Ilhabela, no Litoral Norte do Estado, e outro de Botucatu.

Entre as guloseimas, havia cozinha asiática, vinhos de produções familiares da região de Mendoza, na Argentina, milk shake gourmet, hambúrgueres artesanais, ceviche clássico, sanduíches artesanais suínos, coxinha de costelinha, massas frescas, risotos e até chips de batata doce. Além disso, havia estandes de bebidas e cervejas artesanais. Já o som ambiente ficou por conta de oito bandas de rock. Mas a prefeitura também estuda como regulamentar esses eventos e fará parte do projeto de lei que será enviado à Câmara.

Deu tão certo o 1º Food Truck em maio que a experiência foi repetida entre os dias 17 e 18 deste mês, no Espaço Resedá. Também juntou evento gastronômico, musical e artístico.

Fonte: JCnet (Foto: Reprodução G1)

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