Botucatu: Polícia Civil aponta envolvimento de cadeirante em homicídio de idoso

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A Polícia Civil de Botucatu divulgou nesta sexta-feira (4) mais informações sobre a prisão de um casal de Botucatu, apontado como suspeitos na morte de um idoso de 68 anos, em Avaré no dia 24 de agosto.

De acordo com a Polícia, um dos homens que foi preso é conhecido por ficar no Centro de Botucatu. Ele é cadeirante e por diversas vezes, se envolveu em conflitos com outras pessoas pelo seu temperamento agressivo. A mulher presa por envolvimento no crime, seria a companheira do cadeirante.

O crime

A vítima estava amarrada com arame, amordaçada e com um ferimento profundo na testa. O crime é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) e foi registrado no dia 24 de agosto
Os suspeitos – três homens e uma mulher – estão sob custódia temporária, pelo prazo de 30 dias. Eles foram interrogados e posteriormente removidos para a Unidade de Transição de Presos de Piraju/SP e a Cadeia Feminina de Cesário Lange/SP, respectivamente.

As prisões poderão ser prorrogadas por igual período ou, ainda, serem convertidas em preventivas.

Desencadeada menos de 10 dias depois do encontro do corpo da vítima, a ação que resultou na prisão do grupo contou com o apoio de policiais civis da Delegacia de Igaraçú do Tiete, e também equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Guarda Civil Municipal de Botucatu.
De acordo com o delegado Fabiano Ribeiro Ferreira da Silva, a DIG de Avaré iniciou o trabalho de investigação logo após o crime. As primeiras testemunhas ouvidas no caso disseram que cerca de um ou dois dias antes da vítima ser encontrada no barracão, viram pelos menos cinco pessoas saindo do local, entre eles uma mulher de pele morena e um cadeirante.

Posteriormente, ainda segundo o delegado, foram checadas imagens de câmeras de monitoramento e vigilância existentes na área. Por meio delas foi possível identificar o cadeirante, indivíduo sem domicílio certo, e conhecido na região de Botucatu por ter vida nômade, à beira de rodovias.

O casal foi preso na Barra Bonita e outros dois envolvidos foram presos pela GCM em Botucatu.

Com base nessa primeira descoberta, equipes da DIG vasculharam algumas cidades à procura do suspeito, e acabaram por localizá-lo em Barra Bonita. Ele estava na posse do telefone celular da vítima. Na sequência do trabalho de campo, outros três envolvidos no crime também foram encontrados.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime foi esclarecida. A vítima teria oferecido pernoite ao grupo e foi morto para que os quatro e mais um homem ainda não identificado subtraíssem seus pertences, entre os quais o telefone celular e uma quantia em dinheiro.

A Polícia Civil agora trabalha para individualizar a conduta de cada um dos presos, bem como localizar e prender o último suspeito de praticar o crime.
Segundo informações do inquérito policial, Romano Pinho, conhecido como “Paraná”, trabalhava como “chapa” em um posto de combustível que fica próximo do barracão abandonado que era utilizado por ele como moradia. Ele residia sozinho no imóvel.

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