Botucatu: Fiação solta de telefonia leva perigo a pedestres na Praça do Paratodos

Transeuntes que passam pela Praça Coronel Moura, nas imediações do Teatro Municipal “Camilo Fernandez Dinucci” têm enfrentado dificuldades quanto a cabos soltos no trecho e que acarretam potencial perigo. O problema tem persistido há pelo menos dois meses, segundo alguns comerciantes da região.

Situação ocorre após um poste ter sido trocado na praça. Desde então, emaranhado de fios e os cabos frouxos ficaram sem a devida manutenção, sendo que em alguns trechos os materiais estão a poucos centímetros das cabeças e pedestres. Em algumas das fachadas, os cabos foram amarrados de improviso para que nenhum incidente ocorresse. No Teatro Municipal, a fiação está acima da marquise acima da bilheteria.

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), responsável pelas estruturas como postes e fios elétricos, ressalta que os cabos soltos pertencem a outras empresas concessionárias de serviços de telecomunicação. Frisa que em casos de mudanças da estrutura de postes, a recolocação é da empresa que ocupa o espaço. “A regularização dos cabos e fios de telecomunicação conforme normas técnicas e regulamentares é de responsabilidade da empresa ocupante”, salientou a CPFL por meio de nota.

A própria empresa ressaltou que enviará, nos próximos dias, uma equipe para “avaliar o local e fará a correção caso os cabos apresentam riscos à segurança, em caráter emergencial”. Salientou, ainda, que notificará as demais empresas que usam a estrutura sobre irregularidades.

Fiação e cabos soltos de prestadoras de serviços têm se tornado problemas comuns em Botucatu nos últimos anos. Em diversas regiões, seja no Centro ou em bairros, é possível encontrar estes materiais junto ao chão ou mesmo sem a devida colocação. O fato motivou a Câmara Municipal, em algumas oportunidades, cobrar para que as prestadoras de serviço resolvam a situação. Em março uma reunião entre vereadores e representantes da Vivo e CPFL, em fevereiro e março, respectivamente, solicitava que as empresas otimizassem a resolução de quedas de cabos e fiação.

Já a Defesa Civil promove levantamento das reclamações de moradores e mapeia os locais com maiores incidência deste tipo de problema. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Botucatu ainda não havia divulgado as esttísticas refentes a cabos e fios soltos mapeados pelo setor neste ano. Em 2020, por exemplo, foram protocolados 50 ofícios junto à CPFL quanto à situação.

Em fevereiro deste ano a Prefeitura multou a Claro em mais de R$ 2 milhões por cabos soltos pela área urbana. No mesmo mês foi a Vivo/Telefônica receber R$ 6 milhões em penalidades por problemas relativos a tais materiais.

Confira a nota da CPFL na íntegra:

“A CPFL Paulista esclarece que os cabos mencionados são de propriedade e responsabilidade de empresas de telecomunicações, bem como a sua recolocação. Vale destacar que a regularização dos cabos e fios de telecomunicação conforme normas técnicas e regulamentares é de responsabilidade da empresa ocupante. A distribuidora enviará uma equipe para avaliar o local e fará a correção caso os cabos apresentam riscos à segurança, em caráter emergencial. A distribuidora destaca que tem notificado sistematicamente as companhias de telefonia e internet de irregularidades de seus cabos de comunicação e irá reforçar as responsáveis para que o trabalho seja realizado com urgência. Vale ressaltar que a população não deve se aproximar dos cabos soltos de energia ou telecomunicação. Caso se depare com fiação caída ou baixa, isole o local e acione o serviço emergencial da empresa pelo telefone 0800 010 1010 (ligação gratuita), ou pelo aplicativo “CPFL Energia”.

Jornal Leia Notícias – Flávio Fogueral

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