Botucatu: Desde o início da pandemia, Botucatu perdeu 1.011 vagas de trabalho até o final de maio

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Mesmo sentindo os impactos do desaquecimento da economia devido às medidas restritivas decorrentes da pandemia da Covid-19, Botucatu recuperou o nível de empregabilidade em maio, com a criação de 239 novas vagas de trabalho no período. A informação consta no mais recente balanço do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), ferramenta do Ministério do Trabalho.

Esta é a primeira mensuração desde que medidas de flexibilização das atividades econômicas foram adotadas em âmbito estadual e municipal. Anteriormente, em março e abril, Botucatu registrou 3.202 demissões e 1952 contratações no período. Somado o desempenho anterior com o obtido em maio, o município ainda possui mais desligamentos (3.946) do que admissões (2.935) nas empresas.

O saldo positivo obtido em maio vem das 983 admissões ocorridas no mês, frente 744 demissões. Dos cinco segmentos analisados pelo Caged, apenas dois (agropecuária e construção) tiveram índices positivos. Na agropecuária foram 511 contratações e 28 desligamentos (saldo de 428 vagas formais), enquanto que a construção foi responsável pela admissão de 71 trabalhadores e a demissão de 66 (saldo de 8).

No entanto, os principais setores afetados pela pandemia na economia continuam a sentir os impactos das medidas restritivas, em especial na área de serviços, onde se observou o encerramento de 112 postos formais, resultantes da contratação de 222 pessoas e demissão de 334. Na sequência, o comércio também apresenta desempenho negativo, com o fechamento 78 postos no mês, onde 223 demissões superaram as 145 contratações. A indústria, que tem adotado estratégias para a preservação do emprego, encerrou oficialmente 62 vagas nas empresas, que demitiram 93 e contrataram 31 trabalhadores.

O Caged ainda apontou que mais se contratou homens (761) do que mulheres (264). Por grau de instrução, ocorreram mais admissões em trabalhadores com ensino fundamental incompleto (399), médio completo (329), fundamental completo (128), superior completo (54), médio incompleto (49), superior incompleto (12) e analfabetos (12). Por faixa etária, as maiores contratações decorreram em pessoas de 18 a 24 anos (257), de 30 a 39 anos (247), de 25 a 29 anos (186), de 40 a 49 anos (18o), 50 a 64 anos (97) e até 17 anos (15).

Quanto às demissões, os homens ainda registram o maior índice (458), frente às mulheres (286). Por grau de instrução, ocorreram mais demissões em pessoas com ensino médio completo (472), superior completo (73), fundamental completo (64), médio incompleto (63), fundamental incompleto (49). Por faixa etária, os maiores desligamentos foram em pessoas de 30 a 39 anos (219), 18 a 24 anos (177), 40 a 49 anos (118), 25 a 29 anos (111), 50 a 64 anos (83), até 17 anos (24) e 65 anos ou mais (12).


Flávio Fogueral – Jornal Leia Notícias

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