Botucatu: De classe média, mãe que denunciou filho traficante desabafa: Prefiro ele preso do que morto

A mãe entregou o próprio filho, de 20 anos, à polícia em Botucatu na última segunda-feira (23), desabafou “Prefiro ver meu filho preso do que morto”, justificou ela, pedindo para não ter o nome divulgado.

Após a denúncia, Leonardo Aparecido Claro Rodrigues foi preso em flagrante com um tijolo de 680 gramas de maconha e enviado à Cadeia Pública de Itatinga.

Integrante de uma família de classe média, ela conta que o filho era usuário de drogas “há alguns anos” e que tentou internamento compulsório, sem sucesso.

Ela começou a suspeitar, meses atrás, que o filho tivesse começado a vender entorpecente. “Ontem, ao vê-lo colocar um objeto suspeito no carro e deixar a casa, sabia que boa coisa não era. Aí resolvi avisar a guarda”, disse.

Uma equipe do Gape (Grupo de Ações Preventivas Especiais) foi enviada para encontrar Rodrigues, mas ele percebeu a presença dos guardas e tentou fugir. Foi detido alguns quarteirões adiante e confirmou que pretendia vender a droga.

“O que mais chamou a atenção nessa ocorrência é que foi a própria mãe do jovem que nos informou da situação. Não era uma família pobre, desestruturada. A mãe nos pareceu cansada, disse que não aceitava aquilo. Sem ela, muito provavelmente ele teria conseguido vender o entorpecente”, disse Weber Pimentel, subcomandante da Guarda Municipal.

‘Melhor solução’

Segundo Pimentel, Rodrigues “disse que achou a maconha e pretendia vendê-la”. “Sendo assim, foi dada voz de prisão a ele. Infelizmente, a droga acaba com tudo.”

Depois de ser preso em flagrante pelos guardas, o delegado Marcos Sagin determinou que ele fosse encaminhado para a Cadeia Pública de Itatinga.

Ele foi transferido e aguardará, preso, ao julgamento por tráfico de drogas. Se condenado, poderá pegar pena de até 15 anos de cadeia.

Questionada sobre o tempo que o filho permanecerá preso, a mãe afirma que sentirá “muita falta” dele, mas que, na situação em que ele estava, essa pode ser a melhor solução. “Espero que ele aprenda, se recupere e saia de lá antes disso. A gente sabe que dá para sair. Mas, mesmo que demore todo esse tempo, prefiro ver meu filho preso do que morto”, disse.

Fonte: Uol

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