Botucatu: Covid-19 infectou mais pessoas de 30 a 39 anos na cidade; são mais de 3 mil casos confirmados

Morreram mais homens e pessoas entre 70 a 79 anos

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Levantamento epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontou que a maior parcela dos mais de 3 mil botucatuenses infectados pela covid-19 (SARS-Cov2) está na faixa de 30 a 39 anos e do sexo feminino. Além disso, morreram mais homens e pessoas entre 70 a 79 anos.

Os dados contemplam 3280 casos acumulados da doença, conforme o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado e a Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Segundo divulgado diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde, Botucatu havia registrado até o domingo, 6 de dezembro, 3328 casos confirmados, com 3108 recuperados, sem serem especificados gênero, idade ou letalidade.

Conforme o levantamento do governo paulista, a maior incidência das infecções está em mulheres, com 53% do total (1750 casos) que em homens, que acumulam 47% (1530). Por faixa etária, pessoas de 30 a 39 anos concentram 23,5% (770 botucatuenses), seguido pelo grupo compreendido de 40 a 49 anos (17,9% ou 585 pessoas), seguido de perto por quem tem de 20 a 29 anos (17,3% ou 567 infectados) e de 50 a 59 anos (12,6% ou 413 moradores).

Um fator constatado no levantamento da secretaria estadual é que 285 jovens de 10 a 19 anos- resultando em 8,7% do total-, e que 206 crianças até nove anos (6,3%), também contraíram o novo coronavírus em Botucatu. Grupo mais suscetível à doença, os munícipes de 60 a 69 anos representaram 8%- ou 262- dos casos; seguido por pessoas de 70 a 79 anos (3,7%), 80 a 89 anos (1,8%) e acima de 90 anos (0,3%).

Quanto a etnia, pessoas que se declararam brancas foram mais contaminadas concentrando 2563 casos (86,1%), do que botucatuenses pardos (8,7% ou 257 casos). Pessoas pretas representaram 2,89% do total, com 85 moradores infectados. Ainda no levantamento da secretaria, 64 munícipes de raça/cor amarela contraíram o novo coronavírus, sendo 2,18% do total de casos registrados.

Por doenças que já são preexistentes nos infectados, a mais prevalente foram as cardiopatias, encontradas em 9,3% do total de casos confirmados, ou seja, em 305 botucatuenses. A diabetes é a segunda mais presente no acumulado, estando em 193 pessoas (5,9%). Outros problemas de saúde como obesidade (0,5%), imunodepressão (0,5%), doença neurológica (0,5%), doença renal (0,3%), asma (0,3%), pneumopatia (0,2%), e doenças hepática (0,1%) e hepática (0,1%). Pelo registrado, 81,8% (ou 2683 populares) não apresentavam problemas crônicos de saúde.

A covid-19 vitimou fatalmente 55 botucatuenses, sendo 31 homens (56%) e 24 mulheres (44%). Neste contexto, a maior concentração de mortes ocorreu em pessoas de 70 a 79 anos (32,7% ou 17 munícipes). Na sequência, foram vitimadas doze pessoas de 80 a 89 anos (23,6%), 60 a 69 anos (14,5% ou 7 vítimas), 40 a 49 anos (14,5% ou 7 vítimas), 50 a 59 anos (7,3% ou 4 mortes), acima de 90 anos (3,6%), 30 a 39 anos (1,8%) e de 20 a 29 anos (1,8%).

As 55 mortes tiveram incidência em 89,3% da população declarada branca (50 vítimas), além de 7,1% em pessoas pardas (4 botucatuenses) e 3,57% em pessoas pretas (duas mortes registradas). Quanto a doenças preexistentes, a maior incidência de óbitos ocorreu em quem tinha diabetes (4,8%), cardiopatia (32,7%), doença neurológica (20%), obesidade (12,7%), asma (5,5%), pneumopatia (5,5%), imunodepressão (3,6%), doença renal (1,8%) e doença hematológica (1,8%).

Já a taxa de letalidade (número de mortes dividido pelo de infectados ao longo de determinado período), em Botucatu é de 1,4% para mulheres e de 2% a homens, abaixo da média estadual, que é de 2,7% e 4,1%, respectivamente para o sexo feminino e masculino. Este indicador é mais presente em pessoas de 80 a 89 anos (22,4%), acima de 90 anos (18,2%), 70 a 79 anos (14,9%), 60 a 69 anos (3,1%), 40 a 49 anos (1,4%), 50 a 59 anos (1%), 20 a 29 anos (0,2%) e de 30 a 39 anos (0,1%). Quanto a etnia/raça/cor, este índice é prevalente em pessoas pretas (2,4%), seguido por brancas (2%) e parda (1,6%).

A letalidade ocorre com maior prevalência em pessoas com doenças neurológicas (68,8%), obesidade (46,7%), pneumopatia (37,5%), doença hematológica (33,3%), asma (27,3%), imunodepressão (13,3%), diabetes (11,9%), doença renal (10%) e cardiopatia (5,8%).

Por Flávio Fogueral – Jornal Leia Notícias

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