Boato sobre achocolatado contaminado se espalha na web e causa temor

Enquanto a polícia e a Vigilância Sanitária Regional do Estado de Mato Grosso tentam desvendar o mistério em torno da morte de uma criança de dois anos poucas horas após ingerir um achocolatado na última quinta-feira (25), em Cuiabá, a internet começa a dar voz a boatos com informações desencontradas sobre o fato, que já cruzaram a divisa com Mato Grosso do Sul.

Todavia, nota-se claramente que se tratam de informações desencontradas, com fortes características de boataria e, principalmente, nenhuma informação confirmada.

Até a Pepsico, fabricante do Toddynho foi envolvida. Uma matéria do ano de 2014 sobre a confirmação de um lote contaminado, começou a ser compartilhada causando pânico aos consumidores.

(Reprodução/WhatsApp)

“Gente boa noite, é urgente o que eu vou passar e repasse o máximo possível. Duas crianças morreu no pronto-socorro, tem um em estado grave, um adulto morreu e a polícia tá desconfiada que é um lote contaminado de Toddynho, só que não sabe se é o Toddynho. Qualquer produto desses, Nescau, Toddynho, não tomem! Já tem duas mortes e uma criança quase morta. Avisa todo mundo aí, espalha isso daí, por favor”, em outro arquivo.

“Bom dia, mamães. Confirmado essa história do achocolatado. Provável que seja Toddynho mesmo. Até terem a comprovação suspendam de seus filhos iogurtes, toddynho, yakults e coisas do gênero. A criança está no IML para exames… Que provavelmente deve sair dentro de dez dias”, traz outro relato.

Investigações

O produto envolvido com o único fato realmente comprovado, em Cuiabá, é da marca Itambé – o Itambynho. Apesar de ainda não descartar contaminação no lote do achocolatado, a Deddica (Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente), que investiga o caso, também considera a possibilidade de envenenamento intencional das unidades presentes na casa da vítima, já que estes foram vendidos por um adolescente, morador da vizinhança, que está sumido.

A polícia aguarda os laudos da necrópsia feita com amostras de tecido do estômago da criança, a fim de identificar a substância que a vitimou. Já a empresa Itambé divulgou nota em que afirma ter ficado ciente do ocorrido e que acompanha e auxilia a apuração dos fatos.

Confira a nota na íntegra:

“A Itambé foi notificada dos fatos ontem, relatados em Cuiabá, relacionados ao suposto consumo de um produto da linha de achocolatados Itambezinho (200ml). A empresa está em contato permanente com a Vigilância Sanitária regional e auxiliando na apuração dos fatos.

O referido produto está no mercado há mais de uma década e nunca apresentou qualquer problema correlato. Até o presente momento, não tivemos nenhuma outra reclamação do mesmo lote.

A Itambé realiza regularmente provas internas e em laboratórios externos de seus produtos e reitera seu compromisso com a qualidade. A empresa já disponibilizou as contraprovas para os órgãos oficiais e continuará trabalhando em conjunto para outros esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Entenda o caso

Uma criança de 2 anos, moradora de Cuiabá (MT), morreu no hospital na tarde da última quinta-feira (25) poucas horas após ingerir um achocolatado da marca Itambé. Um adolescente de 17 anos da mesma família também foi internado no Pronto-Socorro de Cuiabá. Ele também teria ingerido a bebida e deu entrada na unidade hospitalar passando mal e vomitando muito.

Em decorrência do fato, a Vigilância Sanitária do Estado de Mato Grosso emitiu um memorando circular na última sexta-feira (26) determinando interdição imediata de um lote do achocolatado Itambynho, da marca Itambé.

De acordo com o jornal Gazeta Digital, de Cuiabá, a polícia também trabalha que a bebida tenha sido contaminada fora da fabrica, já que o produto foi vendido por um adolescente da vizinhança, que desapareceu. Segundo o jornal, o jovem seria usuário de drogas e suspeito por atos infracionais na região.

Com Mídia Max

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