Automedicação oferece riscos a saúde, alerta farmacêutica e docente do Senac Botucatu

As consequências da automedicação podem ser graves, e até mesmo fatais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada e, segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), cerca de um quarto da população ingere, ao menos uma vez por semana, algum tipo de remédio sem prescrição. Entre os brasileiros, quase metade usa, no mínimo uma vez ao mês, alguma medicação sem orientação médica.

    A automedicação é motivada, principalmente, pela falta de conhecimento, comenta Patrícia Shimabuku, farmacêutica industrial e docente do Senac Botucatu. Segundo ela, é necessário enxergar os medicamentos pelo que são: combinações químicas que, quando ingeridas sem orientação médica, podem causar alergias, intoxicações e até morte.

       A especialista esclarece ainda que a prática pode acarretar em agravamento de uma doença pré-existente ou até mesmo a resistência do organismo no combate a superbactérias. “Como consequência, a eficácia dos tratamentos pode ser comprometida. Há um outro agravante do uso indiscriminado dos medicamentos, a dificuldade de se chegar a um diagnóstico do caso clínico, uma vez que os sintomas de uma doença podem ser mascarados.”

       Patrícia alerta também que a combinação de certos medicamentos anula o efeito pretendido, ou seja, o problema não é resolvido. “Os medicamentos podem ser tanto a solução quanto a causa de situações graves. É preciso deixar a decisão nas mãos do profissional que entende do assunto. A automedicação não é algo simples e inofensivo”, explica a docente.

         Diante de qualquer desconforto ou mal-estar, é fundamental procurar orientação médica para receber a orientação quanto ao medicamento e a dose indicados. “Após a consulta, é válido também buscar a orientação do farmacêutico, que fará a indicação de como ingerir o remédio, o melhor horário, possíveis interações medicamentosas e os riscos sobre seu abuso”, completa. 

      Para reforçar a seriedade do tema, Patrícia faz referência à citação de Paracelso, médico e físico do século XVI que dizia: a diferença entre um remédio e um veneno está apenas na dosagem. “Por isso, é tão importante lidar com o assunto com responsabilidade.”

Qualificação na área

   Atento à importância da qualificação, o Senac Botucatu oferece um amplo portfólio de cursos na área de saúde. As inscrições podem ser realizadas no Portal Senac.

 A instituição também está com a campanha de cursos técnicos por R$ 99 mensais, desenvolvida para reforçar que aprendizado técnico pode ser o caminho ideal para quem busca uma oportunidade de traçar novas rotas na carreira, especializar-se em uma área de interesse ou até mesmo conseguir uma recolocação profissional.

Com Assessoria

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