23 de julho, 2024

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Aquecimento global derrete gelo, que libera metais e faz rios do Alasca ficarem laranja

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Cientistas vêm notando que, à medida que o Ártico aquece, o seu permafrost (densa camada no subsolo) descongela. Quando isto ocorre, ácidos e metais como níquel, cobre, ferro e alumínio são liberados do solo e, expostos à água e ao oxigénio, podem por vezes enferrujar.

O impacto do aquecimento global nos polos do planeta é possivelmente mais acelerado do que em outras regiões, e os impactos do degelo agora podem ser notados em rios do Hemisfério Norte, afirmam pesquisadores. Paisagens onde havia águas cristalinas de tons azulados agora têm rios barrentos em tom alaranjado, efeito dos metais liberados no degelo.

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É o que afirma o estudo publicado no periódico científico “Communications: Earth & Environment” na última semana. “Quanto mais sobrevoamos [regiões do Ártico], começamos a notar cada vez mais rios e riachos cor de laranja”, disse Jon O’Donnell, ecologista do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos que coletou amostras das águas afetadas. “Existem certos locais que parecem quase um suco de laranja com leite.”

Riachos cor de laranja na cordilheira Brooks, no norte do Alasca.
Riachos cor de laranja na cordilheira Brooks, no norte do Alasca. (Foto: Josh Koch/USGS/Divulgação)

Por quase mil quilômetros no norte do Alasca, os pesquisadores identificaram 75 rios e riachos que ficaram laranja, conta a Smithsonian Magazine, em alguns casos sendo visíveis do espaço.

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O pH da água alaranjada teve registro de 2,6, mais ácido do que a faixa típica de pH da água do rio, de 6,5 a 8. Os cientistas agora devem investigar o impacto que isso deve ter sobre os peixes e toda a vida selvagem local.

“Quando o rio ficou laranja, vimos uma diminuição significativa de macroinvertebrados e no fundo do riacho, que é essencialmente a base da cadeia alimentar”, afirmou Brett Poulin, autor principal do estudo, ao jornal The Guardian. “Isso pode estar mudando o local onde os peixes poderão viver.”

“É uma área que está aquecendo pelo menos duas a três vezes mais rapidamente do que o resto do planeta”, destaca Scott Zolkos, cientista do Árctico do Woodwell Climate Research Center, que não esteve envolvido no estudo. “Portanto, podemos esperar que esses tipos de efeitos continuem.”

Fonte: Um Só Planeta

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