04 de julho, 2026

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Após morte de turista, ações reforçarão proibição de acesso a cachoeiras em propriedades particulares em Botucatu

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A Secretaria Municipal Adjunta de Turismo, junto com o Conselho Municipal de Turismo (Comutur), instituirão ações educativas e informativas nas mais de 80 cachoeiras de Botucatu, objetivando a segurança dos visitantes. A medida é uma resposta imediata após a morte de uma mulher de 49 anos, decorrente de um acidente fatal na Cachoeira Canela 3, na Fazenda Canela.

O fato, ocorrido no domingo, 16, vitimou Adriana Ortega Cozzani, de São Paulo. Ela estava com um grupo de amigos de Sorocaba e praticava rapel, a uma altura de 40 metros na cachoeira. Por volta das 13 horas, após descer a cachoeira, uma pedra se soltou, batendo na cabeça de Adriana.

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Mesmo socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital das Clínicas de Botucatu (HCFMB), a vítima não resistiu à gravidade do ferimento provocado. A morte de Adriana evidencia uma situação corriqueira na região de Botucatu: com relevo diferenciado, os municípios no entorno concentram alto número de cascatas e quedas d’água, propícias para a prática de esportes radicais e também como opções para banhistas.

No entanto, das 80 cachoeiras, apenas oito têm acesso público e estão disponíveis para visitação: a existente no complexo turístico do Véu da Noiva, da Indiana, as cinco na Pavuna e a da Marta, que está, desde o primeiro governo do ex-Prefeito e atual Secretário Estadual da Educação, João Cury Neto, com acesso impedido para a realização de uma reforma estrutural. Em nota, tanto a Secretaria Adjunta de Turismo, quanto o Comutur, ressaltaram que a área onde ocorreu o acidente, que vitimou Adriana, é de caráter particular, sendo que a visitação é proibida pelo proprietário.

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“Diante do ocorrido, é necessário esclarecer que a Secretaria de Turismo, o Conselho Municipal de Turismo e o Condema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) trabalham juntos, visando o equilíbrio entre o crescimento econômico social e do turismo, a biodiversidade e a conservação do patrimônio cultural e ecológico”, salientaram os órgãos executivo e consultivo.

Ainda na nota oficial, Secretaria e Comutur explicitaram que serão instaladas, futuramente, placas e identificação visual para informar sobre a proibição da visitação, além dos riscos assumidos por pessoas ou grupos que desrespeitem o alerta de propriedade particular. Ainda não foram definidos detalhes de como este alerta e as orientações ocorrerão. A invasão de propriedade particular pode ser caracterizada como crime somente se houver queixa do proprietário, conforme consta no Código Penal, em seu artigo 161, inciso 2, e pode acarretar sanções como multa e pena de reclusão de um a seis meses.

Jornal Leia Notícias por Flávio Fogueral

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