15 de julho, 2024

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Ambientalistas de México e EUA defendem vida animal afetada por muro fronteiriço

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O muro entre o México e os Estados Unidos também afeta a vida selvagem: ambientalistas de ambos os países estão determinados a resgatar o habitat natural de diferentes espécies, como felinos, ursos, ou cervos, que têm seus territórios perturbados pela polêmica estrutura.

Um fotógrafo da AFP viajou até um ponto remoto na fronteira entre o estado americano do Arizona e o mexicano de Sonora. Nesta zona desértica, Edmon Harrity, da organização Sky Island Alliance, coloca uma moderna câmera no tronco de uma árvore para coletar dados sobre os movimentos dos animais.

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“Estas terras não estão vazias. Estão cheias de vida selvagem e de diversidade. Construir uma enorme barreira humana tem repercussões”, alerta o ativista, ao acompanhar a AFP em uma caminhada pelas Patagonia Mountains, no Arizona.

Na área onde Harrity trabalha, uma intrincada cerca impede a passagem de veículos, mas a maioria dos animais consegue passar por ela.

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Em contraste, espécimes de outras áreas, também captados pela câmera, de repente param seu caminho e se mostram confusos diante de obstáculos intransponíveis.

Muro entre o México e os Estados Unidos (Foto: Reprodução)

José Manuel Pérez, da organização ambientalista Cuenca de los Ojos, destaca que uma das espécies mais afetadas por essas barreiras é a onça-pintada. Ele lembra ainda das dificuldades de algumas famílias de javalis, que dependem da água nos Estados Unidos.

Com esses exemplos, os ambientalistas buscam demonstrar a necessidade de manter a fronteira livre de muros, cujo impacto, mais do que reduzir a migração em condição clandestina, dá-se na vida selvagem.

“Esta parte da fronteira é um dos pontos mais importantes da América do Norte (…) você tem todos os tipos de animal e pássaro atravessando”, descreve Valer Clark, uma nova-iorquina que vive no Arizona há 40 anos e que faz parte da Cuenca de los Ojos.

A estreita vigilância na linha divisória atrapalha até mesmo a travessia de aves migratórias. À noite, elas se perdem quando são ofuscadas por luzes fortes, explicam ambientalistas.

Pérez também lamenta que, pelo menos na fronteira, as autoridades mexicanas parecem ausentes.

“Nos preocupa o silêncio por parte do governo mexicano, que não faz nada para tentar mitigar os efeitos do ecocídio que está acontecendo com a construção deste muro”, denuncia Pérez.

Os Estados Unidos começaram a erguer barreiras em 1994, na tentativa de impedir a migração em situação ilegal através dos quase 3.200 km de fronteira com o México.

Fonte: Yahoo!

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