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Confusão teria começado durante jogo de futsal; vítima foi puxada pelo cabelo ao entrar no ônibus escolar, caiu, bateu a cabeça e perdeu a consciência
Uma adolescente de 15 anos foi agredida após um torneio interclasses de futsal realizado na Escola Estadual João Queiroz Marques, em Botucatu. O caso começou durante uma partida, após uma disputa de bola, e terminou do lado de fora da escola, quando a estudante se dirigia ao ônibus escolar.
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De acordo com o relato da vítima para o Balanço Geral da TV Record, durante o jogo houve uma disputa de bola em que outra aluna caiu. A adolescente afirmou que pediu desculpas e que a partida seguiu normalmente. Segundo ela, o árbitro também teria considerado que o lance não justificava uma reação maior.
Após o fim da aula, a estudante deixou o prédio da escola e foi em direção ao ônibus escolar, que já estava estacionado. No momento em que embarcava no coletivo, ela foi puxada pelo cabelo, caiu no chão, bateu a cabeça e perdeu a consciência. A agressora fugiu em seguida.
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Ainda desmaiada, a jovem foi ajudada por colegas e por uma mulher que trabalha perto da escola. A adolescente foi levada inicialmente a uma Unidade Básica de Saúde e, depois, transferida ao Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu. Ela recebeu alta poucas horas depois.
A vítima relatou que ficou abalada com a situação e que ainda sente dores pelo corpo. Ela também apresenta hematomas em um dos pés. A jovem, que pratica jiu-jitsu, afirmou que aprendeu a arte marcial apenas para defesa pessoal e que não usa o esporte para agredir outras pessoas.
A mãe da estudante também relatou preocupação com o atendimento recebido no hospital. Segundo ela, não houve conversa direta com um médico sobre o estado de saúde da filha, nem orientação detalhada no momento da alta.
A família deve registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Botucatu. A Polícia Civil já tomou conhecimento do caso e orientou que o registro seja feito para que as providências legais possam ser adotadas.
De acordo com a Polícia Civil, já houve outros registros de brigas envolvendo alunos da mesma escola, embora sem a mesma gravidade. A corporação destacou a importância de que situações de violência sejam comunicadas oficialmente, para que possam ser investigadas e acompanhadas.
O caso também reacende a discussão sobre violência no ambiente escolar, mediação de conflitos entre estudantes e a necessidade de ações preventivas contra agressões, bullying e cyberbullying.