12 de junho, 2026

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Transição de carreira ganha força no Brasil

Transição de carreira ganha força no Brasil

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Mudar de profissão, buscar novos desafios e dar um novo rumo à vida profissional está cada vez mais presente nos planos dos brasileiros. É o que revela uma pesquisa da DataCamp, segundo a qual 51% dos brasileiros afirmam estar dispostos a realizar uma transição de carreira no futuro. O levantamento, divulgado no ano passado, também aponta que 56% acreditam que esse movimento será ainda mais comum para as atuais e futuras gerações.

Em um mercado de trabalho marcado por transformações constantes, avanços tecnológicos e mudanças nas prioridades pessoais, a ideia de permanecer na mesma profissão durante toda a vida já não é mais uma regra. Para muitos profissionais, a reinvenção tem se tornado uma oportunidade de alinhar propósito, talentos e realização pessoal.

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A trajetória da escritora mineira Georgia Mendes é um exemplo desse movimento. Após cerca de 25 anos atuando como redatora publicitária, ela decidiu transformar uma paixão antiga em profissão e ingressar definitivamente no universo literário.

"Minha formação é em Publicidade e Propaganda, onde trabalhei durante mais de duas décadas. A escrita sempre esteve presente na minha trajetória profissional, mas chegou um momento em que senti a necessidade de explorar novas possibilidades e dar espaço a um sonho que me acompanhava há muitos anos", conta.

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Do resultado dessa mudança nasceu o romance "Sob o céu de sua boca", publicado pela Editora Labrador. A obra marca a estreia da autora na literatura e reforça uma mensagem que dialoga diretamente com sua própria história: a possibilidade de recomeçar em qualquer fase da vida.

Recomeços na vida e na literatura

O livro apresenta a história de Esther, uma mulher de 45 anos que enfrenta transformações pessoais e profissionais enquanto lida com as mudanças da menopausa e a descoberta de um novo amor. Ao longo da narrativa, a personagem é desafiada a reconstruir sua vida, revisitar sentimentos e acreditar novamente em novas oportunidades.

Para Georgia, tanto a ficção quanto a realidade compartilham uma mesma reflexão: a idade não deve ser vista como um obstáculo para mudanças. "Vivemos mais, temos mais experiências e acumulamos aprendizados ao longo da vida. Isso nos permite fazer escolhas mais conscientes. Não existe prazo de validade para sonhar, amar ou iniciar novos projetos", afirma.

A autora destaca que, embora muitas pessoas ainda tenham receio de mudar de área após os 40 ou 50 anos, o mercado e a sociedade têm demonstrado uma abertura crescente para profissionais que trazem consigo repertório, maturidade e novas perspectivas.

Qualificação e planejamento

A transição para a carreira literária não aconteceu de forma imediata. Georgia investiu em formação acadêmica e especializações para se preparar para o novo desafio. Entre os estudos realizados estão um mestrado voltado para discursividade, além de cursos de narratologia e marketing literário.

De acordo com Leandro Pinho, presidente do Conselho de RH da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), esse movimento tem se tornado cada vez mais comum entre profissionais experientes. Mais do que uma mudança de função ou de empresa, ela representa uma reavaliação profunda sobre propósito, realização e a forma como cada pessoa deseja construir os próximos capítulos de sua trajetória profissional."O que vemos hoje é uma transformação importante no mundo do trabalho; as pessoas não buscam apenas uma ocupação, mas um ambiente onde possam contribuir, aprender, ser ouvidas e encontrar significado no que fazem. Afinal, sucesso profissional não é apenas chegar a determinado cargo, mas sentir orgulho da trajetória construída e do legado deixado ao longo do caminho", ressalta.

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