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O aumento da complexidade na operação de restaurantes tem impulsionado a busca por tecnologias capazes de integrar diferentes áreas do negócio em uma única plataforma. Entre gestão financeira, controle fiscal, logística de entregas e relacionamento com clientes, empresários do setor de food service enfrentam o desafio de administrar múltiplas frentes simultaneamente.
Para atender a essa demanda, a Consumer lançou o Consumer 16, nova versão de seu sistema de gestão que reúne ferramentas voltadas à automação, inteligência de dados e centralização operacional.
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Renato Almeida, CEO da Consumer, explica que o setor atingiu um estágio de saturação tecnológica, no qual os restaurantes passaram a operar com múltiplas ferramentas para administrar diferentes áreas do negócio, como vendas, delivery, finanças e obrigações fiscais. "Essa fragmentação custava tempo, dinheiro e, principalmente, gerava informação desencontrada entre as áreas", acrescenta.
O objetivo do Consumer 16 é eliminar essas barreiras ao reunir inteligência artificial, integração com marketplaces, automação financeira e gestão fiscal em uma única plataforma. A proposta é oferecer ao empresário uma visão completa do negócio em um só ambiente, eliminando a necessidade de conciliar dados manualmente entre diferentes sistemas.
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Almeida ressalta ainda que o empresário do setor de food service precisa, cada vez mais, desempenhar múltiplas funções dentro da operação. Além da gestão financeira, é necessário acompanhar a logística de entregas, lidar com questões fiscais e garantir uma boa experiência ao cliente, mesmo em um segmento marcado por margens reduzidas e uma rotina operacional intensa. Segundo ele, o principal desafio é equilibrar todas essas demandas simultaneamente sem perder o controle da operação.
"É aí que a tecnologia faz a diferença: ao automatizar tarefas operacionais e unificar informações que antes ficavam espalhadas em sistemas ou planilhas diferentes, ela libera o empresário para tomar decisões estratégicas em vez de apagar incêndios no dia a dia", detalha.
Inteligência artificial como aliada da gestão
Para os restaurantes, Almeida menciona que a inteligência artificial atua em duas frentes complementares. No ganho de produtividade da equipe, a tecnologia automatiza tarefas repetitivas, como a sugestão de reposição de estoque, a identificação de padrões de venda e a organização de pedidos, liberando tempo para que os colaboradores possam dedicar mais atenção ao atendimento dos clientes.
Já no processo de tomada de decisão, a IA transforma dados brutos em informações estratégicas, indicando, por exemplo, quais produtos apresentam maior margem de lucro, em quais horários a demanda é mais intensa e quais itens estão próximos de gerar perdas por excesso de estoque.
"Isso permite que o gestor tome decisões com base em dados reais, e não apenas na intuição. No primeiro caso, temos as soluções do Consumer 16 para ajudar", pontua.
Centralização de dados e eficiência operacional
Segundo Almeida, reunir processos, pedidos e informações em um único ambiente de gestão gera benefícios em todas as áreas da empresa. Do ponto de vista operacional, elimina o retrabalho causado pelo lançamento das mesmas informações em diferentes sistemas, reduzindo erros e economizando tempo da equipe.
Sob a perspectiva estratégica, o gestor passa a contar com uma visão integrada e confiável do negócio, podendo cruzar, em tempo real, dados de vendas, finanças e estoque, algo praticamente inviável quando as informações permanecem dispersas. "No fim das contas, centralizar é o que permite transformar dados em decisão rápida, e decisão rápida em competitividade", observa.
Tecnologia auxilia empresas na adaptação à Reforma Tributária
Além dos desafios operacionais, o ambiente regulatório representa outro ponto de atenção para o setor. Na avaliação de Almeida, a complexidade tributária brasileira é uma das maiores fontes de insegurança para quem empreende no food service, já que mudanças na legislação podem resultar em multas ou retrabalho quando não são acompanhadas de perto.
Nesse contexto, o executivo afirma que a tecnologia contribui para minimizar esses riscos ao manter as atualizações fiscais aplicadas automaticamente na plataforma, sem que o empresário precise acompanhar manualmente cada alteração na legislação.
"Com a emissão de notas fiscais integrada ao próprio fluxo de vendas, o risco de erro humano cai e o gestor ganha tranquilidade para focar na operação, sabendo que a parte fiscal está sendo tratada de forma correta e atualizada", assinala.
A necessidade de adaptação das empresas às novas regras fiscais foi, inclusive, um dos temas debatidos durante o 38º Congresso Nacional Abrasel, realizado em 17 de junho, em Brasília (DF). Ao longo de um dos painéis do evento, especialistas destacaram que a Reforma Tributária promoverá mudanças profundas na tributação sobre o consumo, exigindo dos estabelecimentos maior organização, planejamento e revisão dos processos internos para atender às novas exigências.
Tendências para os próximos anos
Para os próximos anos, Almeida acredita que a inteligência artificial deixará de atuar apenas na automação de processos para assumir um papel cada vez mais estratégico na gestão dos restaurantes. Segundo ele, as ferramentas serão capazes de prever demandas, sugerir ajustes de preços e identificar oportunidades de venda que poderiam passar despercebidas pelos gestores.
O executivo também destaca que a integração entre os canais de venda (físicos, digitais e marketplaces) tende a se intensificar, permitindo que toda a operação seja administrada por meio de uma única plataforma. Para se preparar para esse cenário, ele reforça a importância de investir em tecnologias capazes de centralizar informações e gerar dados confiáveis para apoiar a tomada de decisão.
"Quem entender que dado é um ativo estratégico, e não apenas um número em um relatório, vai sair na frente em um mercado cada vez mais competitivo", conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://consumer.com.br/.