23 de julho, 2024

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William Anders, astronauta autor de foto histórica da Terra vista da Lua, morre em acidente aéreo

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O astronauta William Anders, que orbitou a Lua com a missão Apollo 8 em 1968, morreu em um acidente aéreo nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (7). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a queda da aeronave, no estado de Washington, região noroeste do país.

Veja o vídeo.

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Anders tinha 90 anos e ficou famoso por ser o autor da foto “Earthrise”, que mostra a vista da Terra a partir da Lua. Ele foi o piloto da missão Apollo 8, que foi a primeira a orbitar o satélite natural da Terra, em 1968.

A morte do astronauta foi confirmada pelo filho dele, Greg Anders. “Ele era um grande piloto e sentiremos muita falta dele”, disse à Associated Press.

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Em uma rede social, o administrador da Nasa, Bill Nelson, disse que Anders o ofereceu à humanidade um dos presentes mais profundos que um astronauta poderia dar.

“Ele viajou até o limiar da Lua e ajudou todos nós a ver outra coisa: nós mesmos. Ele incorporou as lições e o propósito da exploração. Sentiremos falta dele.”

De acordo com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), o avião de modelo Beechcraft T-34 Mentor caiu na região do arquipélago das Ilhas San Juan. Apenas o astronauta estava a bordo.

Equipes de resgate foram enviadas para a região. A FAA afirmou que as causas do acidente estão sendo investigadas.

‘Earthrise’ mostra o ‘nascer da Terra’ a partir da Lua (Foto: William Alison Anders/NASA)

Quem foi William Anders

Anders nasceu em 17 de outubro de 1933, em Hong Kong — quando o território estava sob domínio do Reino Unido — e mudou-se para os Estados Unidos ainda criança.

O piloto começou a carreira se graduando em Ciência pela Academia Naval dos Estados Unidos, em 1955. Já no início da década de 1960, tornou-se mestre em Engenharia Nuclear pelo Instituto de Tecnologia da Força Aérea.

Após concluir os estudos, Anders começou a atuar como piloto de caça do Comando de Defesa Aérea dos Estados Unidos. Depois, virou o responsável pelo gerenciamento técnico de programas de proteção de reatores de energia nuclear.

Em 1964, Anders foi selecionado pela Nasa para se tornar astronauta. Dois anos depois, foi escolhido para ser o piloto reserva da missão Gemini XI.

A ida ao espaço aconteceu de fato em 1968, quando foi o piloto da Apollo 8. A missão foi a primeira em órbita lunar. No ano seguinte, também foi escolhido como reserva da Apollo 11, responsável pelo primeiro pouso na Lua.

Entre 1969 e 1973, o astronauta atuou como Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Aeronáutica e Espaço, conduzindo políticas de pesquisa e desenvolvimento de atividades aeronáuticas e sistemas espaciais.

Nos anos seguintes, foi nomeado presidente da Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos responsável pela segurança nuclear no país. Ainda na década de 1970, foi embaixador dos EUA na Noruega.

Durante 26 anos de serviço aos Estados Unidos, Anders recebeu diversos prêmios e condecorações. Segundo a Nasa, o piloto também possui vários recordes mundiais de voo.

William A. Anders, piloto da Apollo 8, em módulo lunar, em dezembro de 1968. (Foto: NASA)

Apollo 8

A missão Apollo 8 foi lançada no dia 21 de dezembro de 1968. Além de Anders, estavam a bordo da nave Frank Borman e James Lovell Jr.

Os astronautas foram os primeiros seres humanos a verem o lado oculto da Lua, cerca de 68 horas após a nave ter deixado a Terra.

A Apollo 8 orbitou a Lua por cerca de 20 horas. Durante este período, os astronautas conduziram uma série de tarefas, como o rastreamento de pontos de referência e locais de pouso no satélite natural. Além disso, várias fotografias foram tiradas.

A nave retornou para a Terra seis dias depois, com uma queda controlada no Oceano Pacífico. A missão para resgatar os astronautas contou com o apoio de helicópteros, aeronaves e embarcações.

Em 1997, durante uma entrevista à Nasa, Anders disse que acreditava haver uma chance em três de a tripulação não conseguir voltar para a Terra.

Ele afirmou ainda que, ao ver a Terra do espaço, teve a impressão de que o planeta era frágil e fisicamente insignificante. Ainda assim, “era um lar”.

“Estávamos andando de costas e de cabeça para baixo, não vimos realmente a Terra ou o Sol, e quando rolamos e demos a volta e vimos o primeiro nascer da Terra”, disse ele.

“Isso certamente foi, de longe, a coisa mais impressionante. Ver um globo muito delicado e colorido que, para mim, parecia um enfeite de árvore de Natal surgindo sobre a paisagem lunar feia e austera.”

Fonte: G1

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