Vereadores pedem explicações sobre suposto “favorecimento” no atendimento do Bom Prato

Uma iniciativa do governo do estado de São Paulo que busca oferecer à população de baixa renda refeições saudáveis e de alta qualidade a preços baixos. Este é o Programa Bom Prato, que chegou a Botucatu em 2015. Localizado no campus da Unesp de Rubião Júnior, o restaurante oferece diariamente 300 cafés da manhã e 1500 almoços e foi envolvido numa polêmica há poucos dias.

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“A denúncia é que estudantes da Unesp estavam recebendo tratamento diferenciado para acesso ao Restaurante e às refeições. Como é nosso dever averiguar denúncias e fiscalizar eventuais irregularidades apresentamos esse requerimento e estamos aguardando as explicações”, comenta o vereador Paulo Renato [PSC].

O requerimento é assinado por ele e pelo presidente da Câmara, Izaias Colino [PSDB], e pede as seguintes informações: havia fila separada para alunos da Unesp?; foram distribuídas senhas ou cartões, de forma exclusiva, aos alunos?; em caso afirmativo, desde quando os alunos tinham preferência e/ou recebiam tratamento diferenciado para acesso ao restaurante?; houve acordo [oficial ou não com representantes da Unesp para tratamento diferenciado? Em caso afirmativo, qual a data e o nome dos responsáveis? [se oficial, apresentar os documentos comprobatórios]; dos usuários do Bom Prato, quantos em média são alunos, pacientes, acompanhantes, pessoas de baixa renda, funcionários da Unesp, moradores da região, idosos, aposentados etc?; em média, quantas pessoas acabam ficando sem refeição quando a cota dos 300 cafés da manhã e dos 1500 almoços se esgotam?

Pelo regimento da Câmara, a presidente do Instituto J. Augusto, gestor do Bom Prato de Botucatu, Bárbara Bruna Buarque, e a administradora do restaurante, Martha Duarte, têm até 15 dias para responder ao requerimento.

Por Flávio Fogueral Notícias Botucatu com Câmara Municipal de Botucatu

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