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Estudos clínicos indicam eficácia superior a 70% por até cinco anos e redução significativa do risco de formas graves da doença
A vacina contra a dengue aplicada na vacinação em massa em Botucatu apresenta proteção duradoura e alta eficácia, especialmente na prevenção de casos graves da doença. As informações constam nos estudos clínicos conduzidos pelo Instituto Butantan e analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizaram o uso do imunizante no Brasil.
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De acordo com os dados técnicos, a proteção começa a se desenvolver nas primeiras semanas após a aplicação, com fortalecimento progressivo ao longo dos meses seguintes. Durante os ensaios clínicos, a vacina demonstrou eficácia superior a 70% tanto contra casos sintomáticos quanto contra formas graves da dengue, mantendo esse desempenho durante todo o período de acompanhamento dos participantes, que foi de até cinco anos.
Um dos principais objetivos da vacinação, segundo os especialistas, é evitar a evolução da doença para quadros mais severos, que podem levar à hospitalização e até ao óbito. Os estudos apontam que, embora nenhuma vacina ofereça proteção total contra a infecção, o risco de desenvolver dengue grave em pessoas vacinadas é até dez vezes menor em comparação aos não vacinados.
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A vacina também se destaca por oferecer proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — o que amplia a resposta imunológica e contribui para a redução de novas infecções ao longo do tempo.
Outro ponto ressaltado pelas autoridades de saúde é a segurança do imunizante. Os eventos adversos registrados foram considerados raros, leves e transitórios, como dor no local da aplicação, febre baixa, mal-estar e dor de cabeça, geralmente com resolução espontânea no mesmo dia ou no dia seguinte.
Em Botucatu, a vacinação segue estratégia definida pelo Ministério da Saúde e é destinada a moradores com idade entre 15 e 59 anos. Pessoas que já tiveram dengue também podem e devem se vacinar, já que a imunização ajuda a prevenir novos episódios, que podem ser mais graves. Apenas quem teve dengue no último mês deve aguardar o prazo de seis meses antes de receber a dose.
A orientação das equipes de saúde é que a população aproveite a oportunidade da vacinação, especialmente diante do aumento da circulação do vírus em diferentes regiões do Estado, reforçando que a imunização é uma das principais ferramentas para reduzir complicações, internações e mortes causadas pela dengue.