Anúncios
O urso-pardo Verrú morreu nesta quinta-feira (30) no santuário de animais Rancho dos Gnomos, em Joanópolis, no interior de São Paulo. O animal vivia no local desde 2019 e estava em tratamento após apresentar piora no quadro de saúde nas últimas semanas.
A morte foi comunicada em uma postagem feita em uma rede social da instituição, na qual o gestor do santuário, Marcos Pompeo, explicou a situação delicada de saúde do animal.
Anúncios
Segundo o santuário, Verrú era idoso e enfrentava problemas locomotores e neurológicos, consequência dos mais de 20 anos em que foi explorado em circos, onde chegou a ser usado como “urso dançarino”.
Durante o período em que sofreu maus-tratos no circo, o animal ficou cego de um olho e teve os dentes e as unhas arrancados à força. Além disso, ele sofreu queimaduras nas patas, pois era treinado para as apresentações em uma superfície de chapa quente.
Anúncios
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/n/b/xkFzYIQdyCh5vwn2vqkg/texto-do-seu-paragrafo-11-.png)
Antes de ser resgatado, Verrú também passou cerca de 10 anos em um zoológico no Ceará, onde vivia até ser transferido para o santuário em SP.
No Nordeste, o animal era chamado de Dimas, mas ao vir para Joanópolis foi rebatizado e passou a ser conhecido como Verrú, nome que significa “força da superação”.
De acordo com a equipe do Rancho dos Gnomos, nos últimos 20 dias o urso vinha apresentando dificuldades para se levantar e andar, o que exigiu cuidados intensivos. Apesar das limitações, ele continuava se alimentando bem, até que teve uma piora no quadro e faleceu nesta quinta.
Segundo o santuário, o corpo do urso foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo, onde deve passar por exames para identificar a causa da morte.
Em nota, a instituição destacou que, apesar do passado de sofrimento, o urso “nunca demonstrou rancor” e era conhecido pelo comportamento dócil.
O Rancho dos Gnomos informou ainda que o espaço amanheceu em luto nesta sexta-feira (1º), e agradeceu o apoio recebido ao longo dos anos por pessoas que acompanharam a história do urso.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/u/9/ezEE29QlmwRMyZ4Vlp6A/texto-do-seu-paragrafo-10-.png)
Transferência para SP
Verru foi resgatado em 2019, após uma decisão judicial que determinou a transferência dele e de outra ursa, Mizar, do zoológico de Canindé (CE) para o interior de São Paulo.
Na época, a mudança levou em consideração as condições inadequadas em que os animais viviam, incluindo o clima e o histórico de maus-tratos.
No santuário em SP, ele passou a viver em um ambiente mais próximo do natural e recebeu cuidados veterinários contínuos.
Verru não foi o único urso acolhido pelo santuário que marcou a história do local. Mizar, que chegou junto com ele em 2019 após a transferência do Ceará, também já morreu.
Antes deles, o Rancho dos Gnomos recebeu a ursa Rowena, que ficou conhecida nacionalmente como a “ursa mais triste do mundo” por viver em condições inadequadas no Nordeste – ela morreu em 2019, após complicações de um tumor.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/s/4McrvnTYul38gVA7ltyg/texto-do-seu-paragrafo-9-.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/M/3tW79gRLmJTJSTMuJpEA/texto-do-seu-paragrafo-8-.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/o/ltqnMtT7CB4HLLJPNzwA/texto-do-seu-paragrafo-7-.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/W/X4KWxeQMqhEgy6ys6yiA/texto-do-seu-paragrafo-6-.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/K/r/UTnuQiSGKh0KBbf86U4g/urso1.jpg)
Fonte: G1