Uma em cada três crianças brasileiras é obesa. Combata esta epidemia na sua casa

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A OBESIDADE é uma doença que sempre existiu. Diante das mudanças dos hábitos de vida e alimentares, ela se tornou, além de epidêmica, um grande PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA em todo o mundo. A patologia é uma preocupação não apenas entre a população adulta, mas também com a infantil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, o número de crianças acima do peso era de 31 milhões. Em 2012, eram 44 milhões. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente, uma em cada três crianças é obesa.

Os números são alarmantes e as perspectivas nada animadoras. A possibilidade de uma criança obesa se tornar um adulto com o problema cresce de acordo com a idade dela. “Quanto mais velha ela for, maior a probabilidade dela sofrer com o excesso de peso na vida adulta. Aos dois anos, o risco é de 15%; com cinco, aumenta para 35%, aos sete é 50% e com 10 anos chega a 80 %”, aponta a pediatra FLÁVIA OLIVEIRA.

Para se combater a obesidade infantil, a PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA ALIMENTAÇÃO dos filhos deve ser ativa tanto no ambiente familiar quanto fora dele. Uma mudança nos hábitos de vida de toda família também é primordial. “O maior desafio nos dias de hoje é mostrar para a criança que ela NÃO DEVE SOMENTE ‘COMER’ e, sim, ‘nutrir-se’”, explica a endocrinologista e metabologista CAROLINA MANTELLI, da Clínica de Especialidades Integradas.

Foto: monkeybusinessimages/iStock

QUANDO UMA CRIANÇA É OBESA?

Apesar de a OBESIDADE causar nos pequenos problemas de saúde semelhantes aos dos adultos, seu diagnóstico e caracterização são diferentes. É preciso ir além da análise da curva de crescimento e das medições de Índice de Massa Corporal (IMC).

“Para os adultos, normalmente, as medidas de IMC entre 18,5 e 25 são consideradas normais, enquanto acima de 25 já representam sobrepeso. Além de 30, já configura OBESIDADE. Porém, para a criança, essas faixas não se aplicam. Elas podem, inclusive, causar a falsa ilusão de que ela está saudável, quando, na verdade, pode já estar com a doença”, explica Carolina.

A médica completa dizendo que essas medidas para as crianças mudam de acordo com a idade e o sexo, e para orientar os profissionais de saúde a fazer esse cálculo existem tabelas padronizadas da OMS. “O IMC não considera fatores como a massa muscular (magra) e a estrutura física dos pequenos, uma vez que o crescimento pode variar muito de um para outro. Dessa forma, o médico pode AVALIAR OUTROS TÓPICOS para determinar se o peso está afetando sua saúde” conta.

Foto: BananaStock/BananaStock

DOENÇA DE MÚLTIPLAS FACETAS

De acordo com a pediatra Flávia, a OBESIDADE é uma doença de múltiplas facetas, que atinge tanto a parte física como emocional. O IMPACTO PSICOLÓGICO pode acarretar em consequências devastadoras. “A autoestima fica muito abalada, e as relações interpessoais enfraquecidas, corroborando para um isolamento social, chegando, em alguns casos, na depressão”, complementa.

É difícil medir e prever o tamanho e a profundidade do abalo emocional em uma criança obesa. Se seu filho estiver passando por situação semelhante, saiba que é essencial ter sempre UM CANAL DE DIÁLOGO ABERTO entre vocês, para que seja possível analisar de qual forma ele está encarando e lidando com os possíveis problemas de imagem, autoestima e bullying.

“Escute o que a criança tem a dizer e tente acolhê-la para identificar e eliminar as causas. É importante também NÃO FORÇAR O JOVEM a praticar qualquer tipo de atividade com a qual ele não se sinta à vontade. SEJA SENSÍVEL, pois, muitas vezes, seu filho pode ver a sua preocupação como um insulto. Dependendo do caso, busque ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO para reverter a situação”, aponta a endocrinologista.

A OBESIDADE também está relacionada com A ASMA, APNEIA DO SONO, PEDRA NA VESÍCULA, FÍGADO GORDUROSO, DEFICIÊNCIA DE FERRO, DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D, PROBLEMAS RENAIS E ORTOPÉDICOS E DIVERSOS TIPOS DE CÂNCER. “Uma vez obesas, elas podem sofrer de hipertensão, diabetes, problemas osteoarticulares e respiratórios, além de prejudicar a formação do esqueleto, que está em pleno vigor nessa fase da vida”, esclarece Carolina.

AMBIENTE É TUDO

Não é porque você não sofre com a OBESIDADE que seu pequeno vai estar imune a ela, e vice-versa. Nestes casos, o que realmente se passa de pais para filhos é o exemplo e a criação de bons hábitos de saúde. Segundo a endocrinologista, a PRINCIPAL CAUSA da doença é ambiental, por meio de uma alimentação inadequada e pouca atividade física. “Menos de 5% dos casos se deve a patologias endocrinológicas. A hereditariedade pode ser um fator de risco, mas ela só se manifesta se o ambiente permitir”, fala.

Portanto, todas as fases alimentares da vida do seu filho – do aleitamento materno até a quando ela passa a comer a mesma comida da família – contam para o aparecimento da OBESIDADE INFANTIL.

Já no primeiro ano de vida, ela pode ser desencadeada principalmente se a criança tiver CONTATO PRECOCE com outros alimentos além do leite materno ou se a introdução da alimentação complementar ocorrer de modo inadequado.

De acordo com Flávia, os PRIMEIROS MIL DIAS DE VIDA do bebê – o que compreende a gestação e os dois primeiros anos – possuem forte influência para o resto da vida dele. “Hoje se sabe que crianças que ganham peso em excesso e ou que possuem hábitos alimentares equivocados terão mais chance de obesidade na fase adulta. As ESCOLHAS FEITAS PELOS PAIS nesses primeiros anos SÃO CRUCIAIS PARA O FUTURO dos filhos. Os tipos de alimentos oferecidos e como é feita essa apresentação determinam muito do que será a alimentação na vida adulta”, aponta.

Foto: Chalabala/iStock

TRATANDO O PROBLEMA

Assim como a doença mexe com diversos âmbitos da vida de alguém, seu tratamento também é feito por este caminho, de forma multidisciplinar. “Envolve médico pediatra, nutricionista, endocrinologista. Porém, os COMPONENTES MAIS IMPORTANTES NA ABORDAGEM DA OBESIDADE SÃO OS PAIS e o ambiente no qual a criança vive. De nada adianta múltiplas orientações se não há o empenho da família”, afirma a pediatra.

Segundo Flávia, o tratamento engloba REEDUCAÇÃO ALIMENTAR e ATIVIDADE FÍSICA REGULAR e adequada para faixa etária de cada paciente. “Costumo não me referir às palavras ‘regime’ ou ‘dieta’, pois percebo que existe um peso embutido nelas, que acaba atrapalhando o processo”, explica.

“Para aquelas com obesidade já instalada e com risco de desenvolver outras doenças, a PERDA DE PESO é altamente recomendada. O emagrecimento deve ser vagaroso e progressivo. O objetivo primordial do tratamento é que, no mínimo, a CRIANÇA PARE DE ENGORDAR e mantenha aplicado tudo que lhe foi ensinado sobre nutrição e exercícios físicos, para que não corra o risco de ganho de peso novamente”, comenta Carolina.

Fonte: Daquidali

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