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Os leopardos-de-amur (Panthera pardus orientalis) são naturais da região de Amur, no leste da Rússia, mas são considerados uma expécie ameaçada de extinção e alguns animais vive em zoológicos pelo mundo com objetivo de estudo e preservação. Em um deles, em Devon, na Inglaterra, um novo filhotinho foi apresentado ao público no sábado (31). Ele é considerado um dos apenas 15 leopardos-de-amur nascidos no planeta em 2025.
Zeya, que nasceu em 29 de setembro, é filha do casal Freddo e Lena e está se adaptando ao seu recinto de visitação, dando ao público a oportunidade de conhecê-la, a partir dessa semana. Como ainda está se acostumando com seu novo lar, o zoológico pede aos visitantes que mantenham a calma e o silêncio para ajudá-la a se sentir segura.
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O diretor executivo David Gibson disse à BBC que a transferência da mãe Lena e da filhote Zeya para o recinto principal dos leopardos-de-amur no Zoológico de Dartmoor foi um momento histórico.
“Nossos tratadores tiveram o privilégio de acompanhar o crescimento e a exploração do mundo ao redor dessa jovem leoparda incrivelmente importante nos últimos meses, mas agora nossos visitantes terão a oportunidade de compartilhar dessa alegria e ver como Zeya desenvolve as habilidades e capacidades de que precisará nos próximos anos”, afirmou ele.
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O leopardo-de-amur é o felino selvagem mais raro do planeta, com apenas cerca de 120 indivíduos restantes na natureza, segundo o zoológico. Nos últimos anos, os números aumentaram ligeriramente, graças a uma proteção legal mais forte na Rússia e na China, mas eles continuam criticamente ameaçados de extinção, disse Gibson.
Segundo o World Wildlife Fund (WWF), o leopardo-de-amur é solitário, ágil e forte. Eles vivem de 10 a 15 anos e, em cativeiro, até 20 anos. O leopardo-de-amur também é conhecido como leopardo-do-extremo-oriente, leopardo-da-manchúria ou leopardo-coreano. A espécie é importante do ponto de vista ecológico, econômico e cultural. A conservação do seu habitat beneficia outras espécies, incluindo o tigre-de-amur e espécies que servem de presa, como o veado. Ainda existem grandes extensões de habitat adequado na região do Amur, na Rússia e na China.
É caçado furtivamente principalmente por sua bela pelagem manchada. A agricultura e as vilas circundam as florestas onde os leopardos vivem. Como resultado, as florestas são relativamente acessíveis, tornando a caça furtiva um problema — não apenas para os próprios leopardos, mas também para importantes espécies de presa, como corços, cervos-sika e lebres, que são caçados pelos moradores tanto para alimentação quanto para obtenção de renda.
Na China, a base de presas é insuficiente para sustentar grandes populações de leopardos e tigres. As populações de presas se recuperarão se forem tomadas medidas para limitar a caça ilegal dessas espécies e se as florestas forem manejadas de forma mais sustentável para a exploração madeireira, diz a organização.

Fonte: Um Só Planeta