Trump diz que pandemia de Covid-19 deve ‘piorar antes de melhorar’ e recomenda uso de máscaras nos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta terça-feira (21) que a pandemia do novo coronavírus ainda deve “piorar antes de melhorar” e pediu o uso de máscaras quando não for possível fazer distanciamento social.

“Se você não puder fazer distanciamento social, use máscara. Gostando ou não, elas têm impacto, e vão fazer efeito — e precisamos fazer tudo o que pudermos”, disse Trump.

As declarações foram dadas no retorno das coletivas de imprensa do presidente na Casa Branca, interrompidas desde abril — Trump não usou máscara enquanto falava, mas estava distante dos jornalistas e demais presentes na reunião. Ele inclusive mostrou uma máscara que garantiu que tem usado.

Durante a coletiva, Trump reforçou o pedido para que os jovens evitem bares lotados e outras aglomerações em espaços fechados.

“Pedimos que os americanos usem máscara, mantenham distanciamento social e higiene”, reiterou.

Outro tom

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (21) — Foto: Leah Millis/Reuters
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (21) (Fotos: Reprodução)

O discurso reforça a mudança de tom do republicano em relação à pandemia de Covid-19, após entrar em rota de colisão com Anthony Fauci, principal conselheiro da Casa Branca em epidemiologia.

Semanas atrás, Trump pedia que os estados reabrissem e pressionava pelo retorno às aulas presenciais nas escolas. Ele também tinha um discurso mais cético sobre o uso de máscaras, inclusive se recusando a aparecer em público com a vestimenta, o que só mudou dias atrás.

Após uma onda em Nova York, outros estados vivem situação crítica no contágio do novo coronavírus — principalmente na Flórida, no Texas e na Califórnia. Alguns estados tiveram de reverter medidas de reabertura.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, os EUA registravam 3,85 milhões de casos de novo coronavírus acumulados desde o início da pandemia até esta terça. Mais de 141 mil pessoas morreram no país em decorrência da Covid-19.

Testes rotineiros

Donald Trump, presidente dos EUA, fala a jornalistas na Casa Branca nesta terça-feira (21) — Foto: Leah Millis/Reuters
Donald Trump, presidente dos EUA, fala a jornalistas na Casa Branca nesta terça-feira (21) (Foto: Reprodução)

O republicano também afirmou que os EUA reforçaram a capacidade de testagem do coronavírus Sars-CoV-2 — outra mudança de tom, após chegar a dizer que o país deveria interromper os testes em excesso.

Além disso, Trump admitiu que faz testes a cada dois ou três dias para checar se está infectado com o novo coronavírus.

Vacinas e China

Foto de 29 de abril de 2020 mostra engenheiro trabalhando em laboratório da Sinovac Biotech, em Pequim, na China  — Foto: Nicolas Asfouri / AFP
Laboratório da Sinovac Biotech, em Pequim, na China (Foto: Reprodução)

Trump disse que “estamos muito próximos” de chegar a uma vacina — sem dar uma data de quando chegaria, diferentemente do discurso de 4 de julho, quando disse que o imunizante ficaria pronto antes do fim do ano. Mesmo assim, o presidente demonstrou otimismo.

“As vacinas estão chegando, e vão vir muito mais cedo do que qualquer um poderia imaginar”, afirmou.

Ele também não descartou uma parceria com a China caso um imunizante produzido no país asiático saia na frente na busca por uma vacina que proteja contra a Covid-19.

Ainda assim, Trump repetiu algumas vezes a expressão “vírus da China” para se referir ao novo coronavírus. O republicano tem criticado a postura de Pequim em relação ao início da pandemia em meio à crise que envolve outros temas, como a repressão de minorias uigures no oeste chinês, a questão da autonomia de Hong Kong e as disputas tarifárias com o país asiático.

Corrida eleitoral

John Biden e Donald Trump diputam eleição presidencial nos EUA em novembro — Foto: AP/Arquivo
John Biden e Donald Trump diputam eleição presidencial nos EUA em novembro (Foto: Reprodução)

A mudança no discurso em direção ao apoio ao distanciamento social e uso de máscaras veio dias depois de Trump trocar o comando da campanha eleitoral — em novembro, o presidente tenta se reeleger presidente dos EUA.

Após começar o ano como franco favorito a vencer as eleições americanas de 2020, Trump viu seu favoritismo diminuir com o avanço da pandemia, assunto que se tornou uma das maiores preocupações do eleitorado. O candidato democrata, Joe Biden, aparece na dianteira nas pesquisas nacionais e nas sondagens em diversos estados chave para a eleição, como o Michigan e a Flórida.

Fonte: Yahoo!

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