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No Philadelphia Zoo, o que parece impossível se tornou realidade. Uma tartaruga de 97 anos, conhecida como Mommy, fez história ao se tornar a mãe de primeira viagem mais velha de sua espécie, dando à luz quatro filhotes da rara tartaruga Galápagos de Santa Cruz Ocidental. O ocorrido marca não apenas uma vitória pessoal para Mommy, mas também um marco na luta pela preservação de uma das espécies mais ameaçadas do planeta.
Abrazzo, o pai dos bebês tartarugas, também está na faixa dos 90 anos, com cerca de 96 anos. Embora seu início no papel de pai tenha sido um tanto desajeitado — “ele estava meio fora de prática”, explica ao site The Smithsonian Rachel Metz, vice-presidente de bem-estar animal e conservação do zoológico —, Abrazzo e Mommy finalmente encontraram a sintonia para gerar novos descendentes.
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Com apenas 44 tartarugas da mesma espécie vivendo em zoológicos dos Estados Unidos, os filhotes de Mommy representam uma nova linhagem genética e uma injeção de esperança para a espécie. Eles são fundamentais para manter a diversidade genética, essencial para a sobrevivência a longo prazo.
Os ovos, cuidadosamente incubados em temperaturas específicas, começaram a eclodir no final de fevereiro. Todos os primeiros quatro filhotes são fêmeas, e mais podem surgir nas próximas semanas. Longe dos holofotes, os pequenos estão sendo cuidadosamente monitorados no zoológico. A ninhada dos pais centenários incluiu 12 outros ovos, que ainda não eclodiram.
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E enquanto a chegada dos filhotes traz esperança imediata, tanto Abrazzo quanto Mommy — com sua longa expectativa de vida que pode ultrapassar os 200 anos — ainda podem ter mais filhos, ampliando ainda mais seu legado na conservação.
Os cientistas do zoológico e os conservacionistas acreditam que, daqui a 100 anos, esses pequenos filhotes possam contribuir para uma população saudável de tartarugas Galápagos, como um símbolo da perseverança e do trabalho incansável em prol da vida selvagem. A espécie de tartaruga Galápagos de Santa Cruz Ocidental tem cerca de 3.400 indivíduos remanescentes em sua ilha nativa.
Fonte: Um Só Planeta