Suspeito de ataques nos EUA comprou pela internet materiais para confeccionar bombas

Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, que foi preso, nesta segunda-feira, suspeito de colocar bombas em Nova York e Nova Jersey, nos Estados Unidos, comprou pela internet materiais para confeccionar explosivos. A revelação foi feita nesta terça-feira, por policiais federais responsáveis por investigar. O suspeito chegou a manter um diário, no qual falou que pretendia detonar os artefatos nas ruas. As informações são da agência de notícias “Associated Press”.

Segundo as autoridades, Rahami comprou no site “Ebay” ácido cítrico, bolinhas de metal e os dispositivos de ignição eletrônica usados na criação dos explosivos. Os materiais foram entregues ao afegão no local em que ele trabalhava, em Nova Jersey. Os representantes do “Ebay” alegaram que esses produtos não têm a venda proibida e disseram ainda que estão ajudando os policiais com as investigações do caso.

Local onde bomba explodiu em Nova York é periciado (Foto: Reprodução)

Dois dias antes de Rahami ser preso, um parente dele chegou a filmá-lo fazendo um teste com uma bomba caseira no quintal de casa. A gravação ainda não foi liberada para a imprensa.

Além disso, no diário apreendido com o suspeito, autoridades disseram que Rahami escreveu que o barulho de suas bombas ressoariam nas ruas. No documento, ele rogava pelo fim da opressão dos Estados Unidos sob a cultura de seu povo e alegava que preferia morrer como um mártir a ser preso. O diário trazia ainda referências ao terrorista Osama Bin Laden, responsável por pelo ataque que derrubou as Torres Gêmeas de Nova York, em 2001.

“O som das bombas serão ouvidas nas ruas”, descreve um trecho do diário.

Ahmad Khan Rahami segue hospitalizadoAhmad Khan Rahami segue hospitalizado (Foto: Reprodução)

Desde a última segunda-feira, Rahami segue hospitalizado para tratar de seus ferimentos, sendo escoltado por policiais em tempo integral. Ele foi indiciado por quatro crimes, incluindo uso de armas de destruição em massa e ataque com bomba a um local de uso público.

Representantes do FBI, a Polícia Federal dos EUA, reconheceram que Rahami foi investigado, mas que, como não foi encontrado “ligações (dele) com o terrorismo”, o inquérito acabou abandonado.

Fonte: Extra

Scroll Up