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A formação do supertufão Sinlaku, que atingiu intensidade equivalente à categoria 5 em um curto intervalo de tempo, tornou-se um importante sinal de alerta no monitoramento climático global, e pode ter impacto no Brasil.
O sistema se desenvolve no Pacífico Oeste, perto da Austrália, sobre águas com temperaturas muito acima da média — condição que fornece combustível adicional para ciclones tropicais atingirem níveis extremos.
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Mas o que ele tem a ver com o Brasil, se está acontecendo tão distante daqui? Análise do MetSul aponta que as condições oceânicas em que Sinlaku se formou são um prenúncio do El Niño nos próximos meses.
O El Niño é um fenômeno que ocorre quando as águas da superfície do Pacífico Equatorial se tornam mais quente do que a média e os ventos de Leste sopram mais fracos do que o normal na região.
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E aí está a resposta para a relação com o Brasil: esse rearranjo que provoca altera a circulação atmosférica global, causando secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras, inclusive em terras tupiniquins.
A previsão é que a mudança no cenário climático deve levar chuvas acima da média, com risco elevado de temporais e enchentes, para a região Sul do país, sobretudo para o Rio Grande do Sul.
O Centro-Oeste e o Sudeste enfrentarão ondas de calor. E, o Nordeste, mais períodos de seca.

Fonte: Um Só Planeta