Sobe para 51 número de mortes causadas por enchentes na Turquia

O número de mortos em graves inundações e deslizamentos de terra na costa da Turquia subiu para pelo menos 51, informou a agência de emergência e desastres do país neste sábado (14).

As chuvas torrenciais que atingiram as províncias de Bartin, Kastamonu e Sinop no Mar Negro na quarta-feira (11) causaram inundações que demoliram casas, cortaram pelo menos cinco pontes, varreram carros e tornaram várias estradas intransponíveis.

A Agência Turca de Desastres (AFAD) disse que 43 pessoas morreram em Kastamonu, sete em Sinop e uma em Bartin.

Nove pessoas permanecem hospitalizadas em Sinop, segundo a agência. Em Kastamonu, alguns moradores afirmaram pelas redes sociais que há centenas de desaparecidos, uma declaração também feita por um legislador da oposição, mas o gabinete do governador da província disse, na sexta-feira (13), que eram falsos os relatos de cerca de 250 corpos não identificados.

Equipes de resgate e cães farejadores continuam tentando localizar os residentes. A AFAD disse que 5.820 pessoas, 20 cães de resgate, 20 helicópteros e dois aviões de busca estão atuando nos locais do desastre.

Cerca de 2.250 pessoas foram evacuadas em toda a região antes, durante e depois das enchentes, algumas levantadas de telhados por helicópteros. Muitos estavam sendo temporariamente alojados em dormitórios estudantis, disseram as autoridades.

Arquitetura pode ter influência no desastre

Cientistas climáticos afirmam inequivocamente que a mudança climática está causando estes eventos extremos, à medida que o mundo esquenta por causa da queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural. Acredita-se que estas calamidades aconteçam com mais frequência à medida que o planeta aquece.

Especialistas na Turquia, no entanto, dizem que a interferência com os rios e a construção inadequada também contribuíram para os enormes danos das enchentes.

Geólogos disseram que a construção estreitou o leito do rio e a planície aluvial circundante do riacho Ezine no distrito de Bozkurt em Kastamonu, onde os danos foram mais graves, de 400 metros (1.312 pés) a 15 metros (49 pés). Os edifícios residenciais foram construídos ao longo da orla marítima.

Durante chuvas fortes, o córrego contraído tem uma área limitada para se mover e pode transbordar.

Vídeos postados por residentes mostram a água correndo rio abaixo em Bozkurt, enquanto prédios e estradas ao redor inundavam.

O geólogo Ramazan Demirtas explicou o estreitamento do leito do rio no Twitter e disse que os humanos eram os culpados pelo desastre desta semana.

Em Sinop, as enchentes destruíram quase completamente o vilarejo de Babacay, deixando casas destruídas, pontes danificadas e escombros em seu rastro. Um prédio de cinco andares construído no leito de um rio foi destruído. A emissora turca CNN Turk mostrou apenas uma porta de entrada e uma parede restantes. Casas mais distantes e construídas em lugares mais altos pareciam ser seguras.

As inundações ocorreram na sequência de incêndios florestais no sul da Turquia que devastaram as florestas nas províncias costeiras de Mugla e Antalya, que são populares entre os turistas. Pelo menos oito pessoas morreram e milhares de moradores foram forçados a deixar o local.

Enchentes e incêndios ao mesmo tempo

Ao mesmo tempo, o sul do país enfrenta uma seca e incêndios que já queimaram milhares de quilômetros quadrados de florestas. Vários turistas e moradores foram evacuados das áreas afetadas.

Grécia e Turquia enfrentam situação crítica pelos incêndios

Lideranças políticas e associações pediram ao governo turco que tome medidas radicais para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, já que atribuem estes desastres à mudança climática.

A Turquia não ratificou o Acordo de Paris sobre o Clima de 2015, que estabeleceu metas a serem atingidas para se conter o aquecimento global.

Fonte: Yahoo!

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