15 de julho, 2024

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Senadores de EUA apresentam projeto de lei para suspender embargo contra Cuba

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Cinco senadores democratas e republicanos dos Estados Unidos apresentaram um projeto de lei para levantar o embargo comercial contra Cuba, que manteria as disposições sobre os direitos humanos na ilha, segundo um comunicado difundido nesta segunda-feira (6).

Impulsionado pelos democratas Amy Klobuchar, Chris Murphy e Elizabeth Warren e os republicanos Jerry Moran e Roger Marshall, o projeto de lei “criaria novas oportunidades econômicas para as empresas e os agricultores americanos ao impulsionar as exportações” e “permitir aos cubanos maior acesso aos produtos”, diz a nota. Para ser aprovado, o texto necessitaria do sinal verde da Câmara dos Representantes e do Senado.

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O projeto de lei revoga as disposições das leis “que impedem que os americanos façam negócios em Cuba, mas mantém vigentes as leis que abordam os direitos humanos ou as reclamações de propriedade contra o governo cubano”, assinalam. Para a senadora Amy Klobuchar, trata-se de “virar a página de uma política de isolamento fracassada”.

Imposto em 1962, em plena Guerra Fria, pelo então presidente americano, John F. Kennedy, o bloqueio recrudesceu progressivamente, para asfixiar o regime comunista.

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Uma normalização de relações com a ilha comunista não parece estar na agenda do presidente democrata Joe Biden. Washington não só manteve Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo, como incluiu a ilha em outra, de nações que não respeitam a liberdade religiosa.

O levantamento do embargo gera divisão no Partido Democrata e rejeição por parte da maioria dos republicanos. No entanto, Jerry Moran estima que o embargo impede os americanos de “vender a um mercado a apenas 90 milhas” da costa (144 km), enquanto a concorrência estrangeira “se beneficia” disso.

Cuba depende das importações agrícolas para alimentar seus 11 milhões de habitantes e os turistas que visitam a ilha (4 milhões em 2019, antes da pandemia). A economia cubana sofre com a inflação, o impacto da pandemia e o incremento das sanções dos Estados Unidos durante o governo do republicano Donald Trump (2017-2021), que apenas foram suavizadas por seu sucessor, Joe Biden.

Fonte: Yahoo!

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