Seis pessoas morrem e usina nuclear é fechada após terremoto mais forte em 140 anos na Croácia

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A Croácia foi atingida pelo terremoto mais forte em 140 anos nesta terça-feira, deixando pelo pelo seis mortos, mais de 20 feridos e casas destruídas, informaram as autoridades. O tremor teve a magnitude medida em 6,3 pelo Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo, sendo maior que um de 5,2 na segunda-feira e outro de 5,3 em Zagreb, em março, que causou US$ 6 bilhões em danos (R$ 31,1 bilhões), segundo a Bloomberg.

Imagens de televisão mostraram equipes de resgate tentando tirar pessoas dos escombros de prédios destruídos, e tropas do Exército foram enviadas para ajudar as vítimas. O epicentro foi em Petrinja, onde uma menina de 13 anos morreu, segundo a polícia. A cidade fica 50 km ao sul da capital croata, Zagreb.

Outras cinco pessoas, entre elas um pai e um filho, morreram na cidade de Glina, segundo informações da agência de notícias croata Hina e do vice-primeiro-ministro, Tomo Medved.

Na vizinha Eslovênia, a agência de notícias STA disse que a única usina nuclear do país, que fica a 100 km do epicentro, foi fechada por precaução.

Tomislav Fabijanic, chefe dos serviços médicos de emergência nas proximidades da cidade de Sisak, disse que muitas pessoas ficaram feridas em Petrinja e na própria Sisak, onde pacientes foram retirados do hospital após o local ter sido danificado.

— Existem fraturas, há concussões e algumas tiveram que ser operadas — disse ele.

A maioria das construções em Petrinja foram tão danificadas que estão inutilizáveis, segundo o primeiro-ministro Andrej Plenkovic, que está na cidade. Mais cedo, ele afirmara que uma menina morreu, mas que não havia outras informações sobre vítimas.

— O Exército está aqui para ajudar. Teremos que remover algumas pessoas de Petrinja porque não é seguro ficar aqui — disse Plenkovic.

O canal de notícias N1 disse que uma criança de 12 anos havia morrido, citando um funcionário da cidade de Petrinja, mas não deu detalhes. Ainda não é possível afirmar se a vítima é a mesma mencionada pelo premier e pela polícia. Segundo a polícia, pelo menos 20 pessoas estavam levemente feridas e outras seis tiveram ferimentos mais graves.

“A busca nos escombros continua”, afirmou a corporação em um comunicado.

A emissora ainda mostrou imagens de equipes de resgate em Petrinja tirando um homem e uma criança dos escombros. Ambos estavam vivos.

Paciente é evacuado de hospital em Sisak, na Croácia, após terremoto
Paciente é evacuado de hospital em Sisak, na Croácia, após terremoto (Fotos: Reprodução)

Outra filmagem mostrou uma casa com o telhado desabado. No entanto, a repórter disse não saber se havia alguém lá dentro. A N1 também disse que um jardim de infância foi destruído no terremoto, informando que não havia crianças no local, e que a situação era “difícil” nos asilos em Petrinja.

O terremoto também pôde ser sentido em Zagreb, onde as pessoas correram para as ruas, que tinham telhas quebradas e outros detritos espalhados. Pacientes e equipes médicas foram retirados do Hospital Sveti Duh de Zagreb, muitos deles sentados em cadeiras na rua enrolados em cobertores. O tremor também foi sentido na Bósnia, na Sérvia, em Roma, em Viena e em Budapeste.

O terremoto desta terça-feira ocorre em um momento em que o país ainda está reparando 20 mil construções após o impacto do outro ocorrido em março, quando uma pessoa morreu e 27 ficaram feriadas. O tremor foi mais forte do que o de 1963, perto da antiga cidade iugoslava de Skopje, agora capital da Macedônia do Norte, que matou mais de mil pessoas e destruiu 80% da cidade.

— Isso é horrível — disse o presidente Zoran Milanovic, em Petrinja,

Já na Hungria, onde o terremoto também foi sentido, a usina nuclear de Paks disse em um comunicado que não parou a produção.

O jogador de futebol croata Dejan Lovren disse no Instagram que disponibilizou seu hotel na cidade de Novalja para as 16 famílias mais afetadas de Petrinja.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse no Twitter que conversou com Plenkovic e que o bloco estava pronto para dar suporte ao país: “Estamos com a Croácia”, afirmou ela.

Fonte: Extra

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