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Um estudo do Centro de Políticas Alimentares da City St George’s, Universidade de Londres, em parceria com o Scotland’s Rural College, identificou seis áreas estratégicas capazes de ajudar as famílias a reduzir o desperdício de alimentos dentro de casa. As conclusões foram publicadas na revista científica Nature Human Behaviour.
Segundo os pesquisadores, 19% de todo o alimento produzido no mundo é desperdiçado todos os anos — mais de 1 bilhão de toneladas — e cerca de 60% desse total vem dos domicílios. Para a professora Katy Tapper, líder do estudo, o desperdício de alimentos em casa representa perdas econômicas para as famílias e um impacto climático significativo.
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Ela destaca que o problema é complexo, pois reduzir o desperdício exige esforço diário e mudanças de comportamento constantes. Além disso, por ser pouco visível, muitas pessoas sequer percebem o quanto descartam semanalmente.
“Grande parte do nosso desperdício é invisível. Muitas vezes não sabemos o quanto estamos jogando fora nem o que seria um nível aceitável de descarte.”
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O pesquisador Christian Reynolds acrescenta que, ao contrário de problemas como a obesidade, que há décadas é alvo de políticas públicas, o desperdício alimentar ainda recebe menos atenção. “Embora a ONU tenha estabelecido a meta de reduzir o desperdício pela metade até 2030, o avanço nessa área tem sido lento.”
A seguir, conheça as seis estratégias apontadas pelo estudo para reduzir o desperdício de alimentos em casa:
Visibilidade — tornar o desperdício mais perceptível, por exemplo, com a separação do lixo orgânico em recipientes específicos.
Comparação — permitir que as pessoas entendam quanto desperdiçam em relação aos outros e às metas recomendadas.
Compreensão e oportunidade — ampliar o conhecimento sobre rótulos de validade e armazenamento adequado dos alimentos.
Motivação — reforçar o impacto ambiental, social e financeiro do desperdício.
Regulação — rever práticas de mercado que incentivam o consumo excessivo.
Metas sistêmicas — estimular governos a priorizar indicadores ligados à saúde, bem-estar e sustentabilidade, além do crescimento econômico.
Para os autores, a combinação de mudanças individuais e ajustes no sistema alimentar é essencial para enfrentar o problema de forma eficaz. “Esperamos que essas áreas ajudem pessoas e formuladores de políticas a encontrar caminhos mais eficientes para reduzir o desperdício de alimentos nas residências”, concluíram.

Fonte: Um Só Planeta