Secretário da Saúde defende suspensão das aulas presenciais no estado de SP

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O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, defendeu a suspensão das aulas presenciais no estado de São Paulo. A declaração foi dada pelo secretário em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (2).

Segundo Gorinchteyn, manter escolas abertas implica em circulação de pessoas, algo que poderia ser evitado e que contribui para a propagação do vírus. O secretário também afirmou que a decisão acontece em um momento de grande número de casos em um curto espaço de tempo.

Nesta terça-feira (2), o estado de São Paulo registrou 468 mortes por Covid-19 em 24 horas e ultrapassou a marca de 60 mil óbitos. É o maior número desde o início da pandemia. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que o estado está na pior semana desde o começo da pandemia A velocidade do aumento verificado nos últimos dias preocupa autoridades sanitárias, que temem colapso no sistema de saúde do estado.

“Isso [suspensão das aulas presenciais] é um tema que a gente realmente está discutindo. Se nós estamos entendendo que as pessoas estão ameaçadas frente ao vírus, frente a um colapso, nós temos que reavaliar a circulação das pessoas em situações que poderiam ser evitadas. Uma delas é a questão da escola”, afirmou.

“A gente tem que lembrar que o problema não é a escola. A gente sabe disso, que não é problema. Mas o problema é a circulação das pessoas. Eu vou levar meu filho para a escola. Eu pego condução para levá-lo, para buscá-lo. Então nesse momento e nos próximos dias, vale a observação sobre essa questão, a de não haver aulas. Essa é uma decisão que vamos tomar junto ao Centro de Contingência.”

Questionado se seria favorável à medida, Gorinchteyn respondeu: “Sem dúvida”.

Apesar disso, Gorinchteyn diz que não concorda com a adoção de lockdown. Segundo ele, São Paulo tem condições de garantir as internações e controlar a pandemia sem o fechamento total dos serviços. “Claro que precisamos de medidas mais restritivas. Mas o Plano São Paulo pode adaptar as restrições’.

“Temos que fazer restrições sim, muito mais robustas e enérgicas, mas não temos capacidade de fazer lockdown no Brasil. As pessoas vão morrer de fome. Vamos ter um problema civil, social”.

Na cidade de São Paulo, as aulas presencias na rede privada de ensino estão autorizadas desde 1º de fevereiro. Na rede estadual, desde o dia 8 de fevereiro; e na rede municipal, desde dia 15. A capacidade máxima autorizada para presença em sala foi de 35% de alunos matriculados, que se revezam com o ensino à distância. Muitas escolas estaduais e municipais, no entanto, estão em greve.

Fonte: G1

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