30 de maio, 2024

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Satélites revelam novas colônias de pinguins-imperadores na Antártida

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Colônias de pinguins-imperadores (Aptenodytes forsteri) têm migrado para novos locais de reprodução devido às mudanças nas condições do gelo marinho ao longo da costa da Antártida. Algumas delas chegaram a percorrer uma distância de 30 a 40 km para encontrar um novo lar.

Agora, cientistas encontraram com satélites quatro novos lugares previamente desconhecidos onde a espécie se reproduz por conta da perda do gelo. A descoberta foi registrada em 20 de janeiro por Peter Fretwell, pesquisador do British Antarctic Survey (BAS), em artigo na revista Antarctic Science.

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O especialista estudou imagens da missão de satélite Copernicus Sentinel-2 da Comissão Europeia, que foram comparadas e confirmadas por imagens de alta resolução do satélite Maxar WorldView-3.

Os cientistas contam com os satélites porque os locais de reprodução dos pinguins-imperadores geralmente são remotos e inóspitos. As tecnologias permitem enxergar as manchas marrons de fezes dos animais, que se destacam contra a paisagem branca enevoada.

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Cientistas da British Antarctic Survey descobriram quatro locais de reprodução de pinguins-imperador até então desconhecidos. (Foto: Copernicus)

O estudo revelou que a colônia em Halley Bay, que antes se pensava ter desaparecido, reestabeleceu-se perto do MacDonald Ice Rumples, a 30 km a leste do antigo local. Essa mudança ocorreu devido ao desprendimento da Plataforma de Gelo Brunt.

Com essa e outras três colônias de pinguins-imperadores localizadas pela pesquisa, o número total de locais de reprodução conhecidos subiu para 66 — o que ainda é pouco. “Todas, exceto uma, dessas colônias são pequenas, com menos de mil aves; então encontrar essas novos agrupamentos faz pouca diferença para o tamanho populacional geral”, avalia Fretwell, em comunicado.

Segundo o especialista, a situação pode ser reflexo de falhas na reprodução desses animais devido à perda rápida e precoce de gelo na Antártida.

Pinguins-imperadores. (Foto: Aptenodytes forsteri/Pexels)

Fretwell disse à agência Associated Press (AP) que as condições instáveis no gelo a partir de 2016 tornaram o antigo lar em Halley Bay perigoso. “Os pinguins-imperadores tomaram a iniciativa de tentar encontrar gelo marinho mais estável”, ele afirmou.

Segundo o BAS, desde 2016, a Antártida teve os períodos com as menores extensões de gelo marinho já registradas nos 45 anos de registro por satélite, com os piores níveis de 2021 a 2023. Em agosto do ano passado, a extensão do gelo no oceano era 2,2 milhões de km² menor que a mediana de 1981 a 2022 — algo equivalente a uma área maior que a Groenlândia.

Fonte: Um Só Planeta

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