16 de junho, 2024

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Satélite brasileiro de 30 anos se torna o mais antigo do mundo em operação

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O primeiro satélite feito no Brasil completou 30 anos no espaço e bateu um recorde mundial.

Que tal uma viagem no tempo? A máquina foi construída há 30 anos. Foi o primeiro satélite projetado, fabricado e operado pelos cientistas brasileiros. O SCD-1, Satélite de Coleta de Dados, foi desenvolvido no Inpe, em São José dos Campos, e lançado ao espaço em 1993.

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O satélite está em órbita a 750 km de altitude, em uma velocidade de 28 mil km/h. Leva uma hora e 40 minutos para dar uma volta completa na Terra – e já foram 160 mil. Era para funcionar apenas por um ano, mas já se passaram 30 anos e 5 meses e ele continua em serviço.

Essa longevidade fez o SCD-1 superar outros satélites, inclusive da Nasa, e bater um recorde mundial: é o equipamento para observação da Terra que está há mais tempo em operação. Mas esse “veículo seminovo” está perdendo potência e precisa, muitas vezes, de um empurrãozinho para pegar no tranco.

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“Uma bateria de um carro funciona em média 4 ou 5 anos. A do satélite foi projetada para um ano e, hoje, ela funciona só quando tem incidência do sol. Mas, mesmo assim, o satélite funciona. Tendo incidência do sol, o satélite carrega seus painéis solares e funciona normalmente coletando os dados das plataformas, os dados meteorológicos”, explica Maurício Ferreira, coordenador do centro de controle de satélites do Inpe.

Satélite brasileiro de 30 anos se torna o mais antigo do mundo em operação (Foto: Jornal Nacional/ Reprodução)

Informações como umidade do ar, vento, pressão atmosférica, que são usados para a previsão do tempo e monitoramento ambiental. No centro de controle de satélites, no Inpe, um computador recebe os dados da saúde do SCD-1, uma espécie de prontuário médico desse “vovô dos satélites”. E, mesmo perdendo as forças e sendo substituído por outros equipamentos, o SCD-1 é motivo de orgulho para quem o acompanha desde o lançamento.

“Ele abriu as portas para termos um programa espacial como nós temos hoje. Um programa que, realmente, vem se destacando, mas eu diria que tem espaço para crescer muito mais”, afirma Maurício Ferreira.

Fonte: Jornal Nacional

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