Reunião entre Abel e direção apazigua o Palmeiras

A reunião da manhã desta sexta-feira foi considerada muito positiva por Palmeiras e Abel Ferreira. Depois das recentes divergências públicas, o encontro da diretoria com comissão técnica e atletas serviu para apaziguar o ambiente e coibir qualquer motivo para insatisfação dos dois lados.

Considera-se que há uma “admiração mútua” entre Abel Ferreira, o diretor de futebol Anderson Barros e o presidente Maurício Galiotte. O principal ponto de discordância entre técnico e direção foi a atuação do clube no mercado para a contratação de jogadores nesta temporada.

Na quarta, após a derrota para o Bragantino, o técnico adotou um discurso duro para dizer não acreditar mais em contratações. Galiotte, no Seleção SporTV, rebateu que a cobrança daquela forma não somava em “absolutamente nada”, e o português reconheceu na reunião desta sexta ter passado do ponto.

Entre jogadores e Abel, a relação é vista como verdadeira e sincera. Antes de o pedido por reforços se tornar público, o grupo já sabia das conversas com o comandante a necessidade de peças que melhorassem um elenco já bem avaliado por ele. O português no papo desta manhã deixou claro que a confiança em seus atletas não mudou.

Após os títulos da Libertadores e Copa do Brasil, a comissão técnica apresentou à direção em março um relatório detalhado com o que havia sido feito em quatro meses de trabalho e o que ainda era preciso fazer. Entre os pontos, foi citada a necessidade de contratações.

Maurício Galiotte e Abel Ferreira na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
Maurício Galiotte e Abel Ferreira na Academia do Palmeiras (Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras)

O plano era buscar três jogadores: um lateral-esquerdo para revezar com Viña, um ponta canhoto, algo que o elenco não tinha, e outro centroavante para disputar com Luiz Adriano. Danilo Barbosa, único reforço para a temporada, acabou resolvendo outras duas carências: as saídas do zagueiro Emerson Santos e do volante Ramires.

Abel não pediu nomes específicos, apenas indicou ao Palmeiras e seu departamento de análise de mercado quais as características de atletas que desejava nestas três posições, para que o clube buscasse opções, como Borré, atacante do River Plate-ARG, Castellanos, do New York City, e Ademir, do América-MG.

A segunda onda da pandemia do coronavírus e a necessidade de tentar manter o clube saudável financeiramente, porém, fizeram a diretoria puxar o freio e tornar-se mais cautelosa, depois de inicialmente ir ao mercado por reforços.

A saída, então, foi utilizar jogadores voltando de empréstimo, como nos casos de Victor Luis e Deyverson. Dudu será o próximo, mas é tratado internamente como um reforço de peso. Borja, emprestado até o dia 30 de junho ao Junior Barranquilla-COL, também pode ser uma novidade após a Copa América.

Maurício Galiotte e Abel Ferreira em conversa com o elenco do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
Maurício Galiotte e Abel Ferreira em conversa com o elenco do Palmeiras (Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras)

A avaliação no Palmeiras é de que a partir do retorno de jogadores importantes que estão fora, como Weverton, Luan, Gustavo Gómez e Viña, o elenco voltará a ser longo o suficiente para brigar pelos títulos tanto do Brasileiro quanto da Libertadores, as competições que restam na temporada.

A ideia de Abel Ferreira é fazer o máximo com os recursos que tem à disposição, e Galiotte concorda com a visão. As duas partes acreditam que direção e comissão técnica saem mais unidos e alinhados depois desse encontro, sem o temor de um fim precoce do contrato, válido até o fim de 2022.

Fonte: G1 – Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

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