Mãe diz à polícia não acreditar que marido estuprou e agrediu bebê que morreu em Botucatu

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A mãe do bebê de 10 meses que morreu com sinais de agressão e abuso sexual, na última quinta-feira (8), em Itaporanga (SP), prestou depoimento na delegacia nesta segunda-feira (12). De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fabiano Rueda Amorim, a mulher afirmou que acredita na inocência do pai da criança, que teve a prisão temporária expedida e é o principal suspeito de ter agredido e estuprado a criança.

“Ela diz que não sabe como o menino morreu, mas que não acredita que o marido tenha estuprado e matado a criança. A mãe não confirma a versão do pai, de que a criança tenha caído do berço. Ela diz apenas que saiu de casa e quando voltou encontrou o bebê convulsionando”, afirma.

Ainda conforme Amorim, a mulher está extremamente abalada. “Ela reluta a acreditar no caso e que o homem tenha cometido tal ato. Disse que nunca viu o marido bater no bebê. A mãe deu o depoimento bastante emotiva, aparentemente ainda dopada, sob efeito de remédios”, diz.

As agressões e o abuso sexual foram confirmados por meio de exames de corpo de delito e sexológico feitos no Instituto Médico Legal (IML), explica o delegado. “Apesar de não termos a confissão dele ou alguma versão contundente da mãe, temos um conjunto probatório com esses exames, indicando o pai como o responsável.”

A delegacia tem até janeiro de 2017 para concluir o inquérito, mas Amorim espera que o processo seja enviado à Justiça antes. “Vamos pesquisar mais testemunhas e buscar outras versões. O pai foi autuado por estupro de vulnerável com resultado morte e maus-tratos.”, ressalta.

Caso foi registrado pelo Conselho Tutelar na Delegacia de Itaporanga (Foto: Reprodução/TV TEM)

Entenda o caso
As agressões e o estupro contra o bebê teriam acontecido na segunda-feira (5) na casa da família, na Vila São Pedro. O menino foi levado ao Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) em Botucatu (SP) no mesmo dia. Na terça-feira (6) o pai da criança, de 30 anos,  foi preso como suspeito do crime em Botucatu (SP) e encaminhado para a cadeia de Piraju (SP). Na quinta-feira o bebê não resistiu aos ferimentos e morreu.

“A mãe conta que saiu de casa e deixou o filho com o marido. Quando chegou na casa, ela encontrou a criança com vários hematomas no corpo e convulsionando. Ela acionou o Samu, que encaminhou o bebê para o hospital da cidade. Lá, a equipe médica acionou o Conselho Tutelar após constatar as agressões. O Conselho foi até a unidade e, logo após, nos acionou e registrou a ocorrência na delegacia. No hospital em Botucatu os médicos também constataram, além das agressões, a violência sexual na criança”, descreve o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, o bebê era o primeiro filho do casal, que estava junto há três anos. O homem de 30 anos está preso na cadeia de Piraju (SP) em cela separada dos demais detentos. Ele tinha passagens na polícia por tráfico de drogas e saiu da prisão este ano. Já a mãe não possui passagens.

De acordo com o Conselho Tutelar, a mulher tem outro filho, de 6 anos. O tio da criança pediu a guarda do menino, por meio de uma medida protetiva, e ficará com a criança até que o inquérito seja concluído.

Fonte: G1

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