Grupo de 61 atletas salta de paraquedas e bate recorde em Boituva

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Um grupo de 61 pessoas bateu o recorde brasileiro de maior número de paraquedistas em formação de figuras de dois pontos durante um salto realizado em Boituva (SP) na última sexta-feira (21).

O recorde anterior era de 54 atletas com dois pontos feitos e foi registrado pelo mesmo grupo em Boituva, no ano de 2017. Desde então, os atletas passaram a se programar para ultrapassar a própria marca.

Apesar de 85 pessoas terem participado do evento, a formação de figuras de dois pontos contou com 61 atletas, sendo um novo recorde.

O organizador do salto foi David Rodrigues, que pratica o esporte há 23 anos. Ao longo de sua carreira, ele afirma que já realizou mais de sete mil saltos.

Em entrevista, David conta que propôs a ideia ao perceber que grande parte dos recordes brasileiros eram realizados fora do país.

“O recorde brasileiro de um ponto só foi na Califórnia, com outro organizador. O intuito era fazer o recorde brasileiro no Brasil, porque acontecia muito fora. Propus fazer e pensaram em fazer um com dois pontos, fazer duas figuras no mesmo salto”, comenta o paraquedista, de 45 anos.

Preparo

Grupo de paraquedistas de vários estados do Brasil se reuniu em Boituva — Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues
Grupo de paraquedistas de vários estados do Brasil se reuniu em Boituva (Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues)

De acordo com David, além dos paraquedistas, participaram do salto o time de câmeras e reservas.

“Esses atletas sempre confraternizam e treinam. O objetivo era ver os que se destacam e chamar para participar do recorde, tanto quem se destaca dentro quanto fora do Brasil. Alguns eu nunca havia saltado com eles, mas outros treinadores inseriram no grupo”, afirma.

O organizador ainda conta que todos os atletas estavam se preparando para o salto há cerca de um ano. Para realizar o sonho, paraquedistas de vários estados do Brasil se reuniram em Boituva.

“O grupo é de quase todo o Brasil. Neste recorde tínhamos atletas do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceara, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Sul, Florianópolis, Curitiba, Acre, Roraima, Manaus, Espírito Santo e Belo Horizonte.”

Grupo de atletas bate recorde brasileiro de paraquedismo em Boituva — Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues
Grupo de atletas bate recorde brasileiro de paraquedismo em Boituva (Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues)

Segundo David, 20 dias antes do registro do novo recorde, o grupo realizou um treino em queda livre para aprimorar o salto.

“Especificamente para este salto fizemos um treino em queda livre 20 dias antes em Boituva. No evento do recorde, antes de cada salto fazemos um briefing longo sobre segurança, visualização com controle de ansiedade, ensaio das posições, aproximação e slots no solo antes de subir para o salto propriamente”, explica.

Dificuldades

A intenção, segundo o atleta, era chegar em 72 pessoas, mas ele afirma que a formação é complexa. Por isso, foram realizadas várias tentativas.

“É complexo e difícil. Perdemos atletas por perda de rumo, não conseguiram chegar. Acabou que diminuíram para 66. Chegaram a subir e não conseguiram, diminuíram para fazer um recorde menor. O grau de dificuldade se eleva com o número de pessoas e não pontos, diz.

Paraquedista fala sobre dificuldades em alcançar recorde em Boituva — Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues
Paraquedista fala sobre dificuldades em alcançar recorde em Boituva (Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues)

Ele ainda afirma que, após o primeiro ponto da figura ser feito, fica mais fácil realizar o restante do procedimento.

“Depois de feito o primeiro ponto, fica fácil. Quanto mais em voo, mais difícil fica, porque tem uma área grande de atrito. Você é um pontinho contra um monte de pontinhos e todos contra o vento”, conta.

Para David, apesar do grande número de saltos ao longo da carreira, este foi especial. “Eu estava muito ansioso, diferente das outras vezes. Das outras foi mais rápido, no segundo dia conseguimos fazer e depois não conseguíamos aumentar mais”, diz.

‘É recorde’

Foram realizados dois saltos de treinamento e oito tentativas para alcançar o recorde, como explica o organizador.

“Na oitava tentativa, como organizador e capitão, eu estava ansioso para dar certo. Estávamos muito bem treinados, mas tem que se controlar, porque é um dos pilares do treinamento, principalmente ansiedade. Para quem está organizando é mais complicado. Pessoas do Brasil todo, uma frota de aviões, movimenta tudo. Eu só pensava: ‘será que vamos sair sem recorde?'”, afirma.

Paraquedistas batem recorde em Boituva — Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues
Paraquedistas batem recorde em Boituva (Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues)

Ele comenta que estava preocupado com a formação das figuras, pois havia muita dificuldade e muitos detalhes a serem analisados.

“A dificuldade era grande por problemas no meio da formação, precisamos dela sólida para conseguir fazer o restante. Isso me preocupou um pouco, mas conseguimos fazer o recorde no 10º salto.”

Porém, após longas tentativas, o alívio e a felicidade tomaram conta do organizador e de todos os atletas participantes.

“Não consigo descrever o que senti. Não dá para segurar a emoção. Eu pousei e pensei: ‘será que conseguimos?’, precisava ver o vídeo pois são muitos detalhes que não dá para ter certeza. Estava aquele suspense e me disseram: ‘é recorde’. Eu abri a janela e gritei: ‘é recorde’ e vi todos se abraçando. Fiquei emocionado por ter dado certo”, conclui.

Grupo de paraquedistas bate recorde brasileiro em Boituva — Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues
Grupo de paraquedistas bate recorde brasileiro em Boituva (Foto: Arquivo pessoal/David Rodrigues)

Fonte: G1

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