01 de março, 2026

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Reeleito, Fernando Cury quer reativar a Regional da Secretaria de Saúde em Botucatu

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Quando as votações foram encerradas em Botucatu, pontualmente às 17 horas de domingo (7), a expec­tativa no comitê do depu­tado estadual Fernando Cury (PPS) era grande. Dezenas de apoiadores de campanha, e o próprio par­lamentar, acompanhavam com apreensão os resulta­dos da apuração.

Quando a apuração atin­giu a marca de 100% em todo o Estado, Cury con­seguiu a reeleição, supe­rando o número de votos de 2014, quando angariou 85.925 votos. Neste pleito obteve 99.815 votos.

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O resultado, Cury atri­bui a um trabalho direto com o eleitorado, além da solidificação de suas ba­ses. “Foi uma eleição di­fícil, com uma campanha eleitoral curta. Mesmo assim, o resultado obtido surpreendeu. Foi um alto índice de abstenção e vo­tos nulos. Mantivemos uma votação expressiva e importante, que mostra esse crescimento, sendo o quinto deputado mais bem votado da bancada. Antes era trigésimo e agora sou o quinto. Sem contar que fui o deputado mais vota­do de meu partido. Quase cem mil votos não é brin­cadeira, mostra o reconhe­cimento da nossa popula­ção”, frisou o parlamentar.

Além de reforçar a cam­panha nas cidades da re­gião, Cury também articu­lou presença nas demais cidades consideradas es­tratégicas na votação.

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Após a celebração com correligionários, Cury atendeu a imprensa ves­tindo uma camisa de cam­panha eleitoral de 1990 a deputado estadual de seu

pai, o ex-prefeito Jamil Cury. Na entrevista, o de­putado reeleito reforçou algumas das principais ações que deve focar nos próximos quatro anos na Assembleia Legislativa do Estado, entre elas a reati­vação da Diretoria Regio­nal de Saúde em Botucatu (atualmente é sediada em Bauru), além do fomento econômico com o apro­fundamento em estímulos no turismo e na indústria moveleira.

Regional de Saúde para Botucatu

Durante a campanha, uma das principais propos­tas apresentadas pelo ago­ra deputado reeleito, era de obter a reativação da Diretoria Regional de Saú­de que, em meados da dé­cada de 1990, fora transfe­rida para Bauru. Segundo o deputado, os trâmites foram iniciados e reuniões com diversas lideranças e gestores da área ocorre­rão nas próximas semanas.

“Já conseguimos for­matar este trabalho e, em reuniões com o governa­dor Márcio França (PSB), secretário estadual da saú­de, Marco Antônio Zago, prefeito Mário Pardini (PSDB), secretário muni­cipal André Spadaro. Há ainda colaboração direta do diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu, Pasqual Barretti, para esta estruturação. Todos reuni­dos para que pudéssemos pensar neste trabalho. O governador se mostrou re­ceptivo à ideia, tanto que deu a ordem para que a Se­cretaria Estadual de Saúde fizesse um estudo sobre tal proposta. Quinta-feira, 4 de outubro, recebi uma ligação da área técnica da pasta dizendo que o dese­nho do ‘esqueleto’ dessemodelo para o retorno da DRS já estaria pronto. Fal­tam apenas algumas dis­cussões e cumprir os trâ­mites legais para que essa demanda seja efetivada”, adiantou Cury.

Turismo, geração de emprego e polo moveleiro

A palavra de ordem nes­te momento é cuidar da ge­ração de emprego e renda. O desemprego é grande e isso atinge também Botu­catu e região. Durante a campanha vi dezenas de pessoas pedindo emprego, trabalho e oportunidades. Temos dois grandes pro­jetos: o primeiro é cuidar do consórcio intermunici­pal do Pólo Cuesta, que é a primeira associação de municípios que tem como meta fomentar e desen­volver o turismo. Essa atividade tem que ser for­talecida, pois temos três estâncias turísticas (Ava­ré, Paranapanema e Barra Bonita), além de quatro cidades com selo de Muni­cípio de Interesse Turísti­co (Botucatu, São Manuel, Bofete e Pardinho). Con­segui também dar prosse­guimento a um projeto que é a consolidação do polo moveleiro, onde teremos a oportunidade de conso­lidar as indústrias no ramo de móveis de madeira, com foco também nas micro e pequenas empresas. Isso envolverá desde os pro­dutores rurais, grandes empresas e com o envolvi­mento das universidades”, projeta o deputado reelei­to.

Apoio a Márcio França para o governo do Estado

O PPS, partido de Fer­nando Cury, foi a primei­ra sigla a declarar apoio a Márcio França (PSB) ainda na formalização das

coligações para a eleição a governador. Apontado inicialmente como quarto colocado nas pesquisas, França obteve 21,48% dos votos válidos, disputando o segundo turno contra o tucano João Doria, que angariou 31,77% da prefe­rência do eleitorado pau­lista.

O clã Cury, por sinal, tem ainda o irmão João Cury, ex-prefeito de Botucatu e que atualmente é secretá­rio de Estado da Educação, também como apoiador e cabo eleitoral de Márcio França.

“A palavra de ordem é trabalhar muito para que possamos levá-lo (Márcio França) a se reeleger como governador do Estado. Já fiz esse trabalho no pri­meiro turno e continuarei neste momento impor­tante. O diferencial é que agora passo a ter a liberda­de para isso, já que minha campanha se encerrou. Acredito que o França tem feito um bom trabalho à frente do governo do Esta­do, mesmo nesse pequeno tempo em que está à fren­te do cargo. Creio que te­nha boas propostas de tra­balho, e isso se mostra ao chegar ao segundo turno. Antes estava desacredi­tado e era um dos últimos na pesquisa, com quatro por cento das intenções de voto”, reforça.

Região sem deputado fe­deral e polarização política

Com as urnas apuradas em sua totalidade, por vol­ta das 21 horas, os botu­catuenses já tinham uma definição dos parlamenta­res que ocuparão cadeiras tanto na Assembleia Legis­lativa, quanto na Câmara dos Deputados. Uma das ausências a ser notada na próxima legislatura em âmbito federal é a de Mil­ton Monti (PR) que, com 54.543 votos, será apenas suplente de sua legenda.

“Sem dúvida foi uma eleição difícil. Faço uma análise após a campanha acabar de que voltaremos à assembleia com muscu­latura maior. Fico triste porque alguns companhei­ros da política ficaram de fora, como é o caso do Mil­ton Monti. Não por ser um parceiro do Fernando, mas da região. A população optou por isso e a respei­tamos. As urnas precisam ser respeitadas. Outros deputados também fica­ram de fora. Mas em âm­bito nacional temos outros parceiros como o Arnaldo Jardim, presidente do PPS, onde sou vice-presidente. Temos que interagir mais com novos parceiros em Brasília. A população deu ‘sim’ pela mudança, para que pudéssemos ter novos governantes e deputados no espectro estadual e fe­deral”, salientou.

Bolsonaro x Haddad

Sobre o segundo turno presidencial, entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernan­do Haddad (PT), o botuca­tuense tachou que a dis­puta é a síntese da falta de discussões de propostas concretas, sendo substi­tuídas pela raiva e o extre­mismo. “Quanto à eleição presidencial, muito difícil por serem dois extremos. Isso propaga o ódio e a divisão dos extremos, do nós contra eles. O Brasil precisa de uma conversa ampla, com a plena articu­lação política. Não foram debatidas grandes propos­tas e ideias. Ficamos nas questões pessoais, com os lados escolhidos e bandei­ras partidárias”, finalizou Fernando Cury.

Jornal Leia Notícias por Flávio Fogueral

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