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Um ratão-do-banhado foi encontrado dentro de uma casa no distrito de Cascalho, em Cordeirópolis (SP), e resgatado pelo Pelotão Ambiental da Guarda Civil Municipal.
A moradora pediu ajuda porque temia que o animal fosse atacado pelos cães da casa. O roedor foi localizado acuado em um dos cantos do imóvel e resgatado sem ferimentos.
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O caso ocorreu no sábado (27) e foi divulgado neste domingo (28) pela prefeitura.
Segundo a corporação, após a captura, o animal foi levado até a Represa do Mirante, também em Cascalho, onde foi solto em uma área adequada ao seu habitat natural.
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Em nota, a Prefeitura orienta que, ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas ou residenciais, a população não tente capturar ou ter contato direto.
“A recomendação é acionar a Guarda para que o resgate seja feito com segurança”, informa.
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Ratão-do-banhado
Com a pelagem marrom-avermelhada e a feição de um roedor, o ratão-do-banhado (Myocastor coypus) pode ser facilmente confundido com uma capivara, mas ele apresenta sim diferenças deste parente, a começar pela longa cauda.
Este mamífero, que pode atingir 1 metro de comprimento, possui uma cauda longa e grossa que é revestida por escamas e pelos. O ratão-do-banhado pertence à família Myocastoridae e é o único representante do gênero Myocastor.
Este roedor é considerado um animal semiaquático, ou seja, apesar de ser terrestre possui adaptações para viver na água, onde pode ser avistado com maior frequência. A dieta da espécie, que é herbívora e tem hábitos crepusculares e noturnos, consiste em capim, raízes, e plantas aquáticas.
A espécie já sofreu ameaças devido à caça ilegal para consumo da carne e também comercialização da pele. Além da América do Sul, de onde tem origem, o ratão-do-banhado ocorre nos Estados Unidos e Europa, em que foi introduzido devido à fuga e solturas.

Fonte: G1