21 de junho, 2026

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Quem enviou os alertas falsos da Defesa Civil? Entenda o que se sabe até agora

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Credenciais de dois agentes do Pará foram usadas em mensagens sobre “misantropia” e “ataque alienígena”, mas governo trabalha com suspeita de invasão hacker

O disparo de alertas falsos da Defesa Civil para celulares em diferentes regiões do país ganhou um novo capítulo. Documentos enviados à Polícia Federal indicam que as mensagens foram emitidas a partir de credenciais vinculadas a dois agentes da Defesa Civil do Pará.

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A informação, no entanto, não significa que os agentes sejam apontados oficialmente como autores dos envios. A principal linha de investigação do governo federal é a de que o sistema tenha sido alvo de um ataque hacker, com uso indevido de acessos autorizados.

O caso chamou atenção pelo conteúdo das mensagens. Em vez de avisos sobre riscos reais, como chuva forte, alagamentos ou deslizamentos, os celulares receberam alertas classificados como extremos com termos como “misantropia” e até referência a “ataque alienígena”.

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Os disparos ocorreram entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20). As mensagens chegaram a moradores de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco, além de áreas de outros estados e do Distrito Federal.

Um dos pontos que mais chamou atenção das autoridades foi o fato de credenciais estaduais, vinculadas ao Pará, terem sido usadas para enviar mensagens a regiões fora da área de atuação permitida. Segundo documentos citados na investigação, os acessos deveriam estar restritos ao território para o qual os agentes estavam autorizados.

Após os primeiros envios, a credencial utilizada foi bloqueada pela equipe responsável pela plataforma. Pouco depois, uma segunda credencial também vinculada ao Pará passou a ser usada nos disparos falsos.

Ao todo, foram registrados 10 alertas falsos. Nove deles foram enviados pelo sistema Defesa Civil Alerta, que usa tecnologia de transmissão direta para celulares localizados em áreas consideradas de risco. Um dos avisos foi encaminhado por SMS.

A Defesa Civil Nacional retirou a plataforma do ar de forma preventiva durante a madrugada de sábado e acionou a Polícia Federal para investigar o caso. Também foi aberto um chamado de incidente de segurança cibernética junto aos órgãos federais responsáveis por resposta a ataques digitais.

A investigação deve apurar se as credenciais foram roubadas, vazadas, compartilhadas indevidamente ou usadas por alguém que conseguiu acessar o sistema sem autorização. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade dos responsáveis pelo disparo.

O episódio acendeu um alerta sobre a segurança das plataformas públicas de aviso emergencial. O sistema foi criado para informar a população em situações de risco real e orientar medidas imediatas de proteção. Por isso, o uso indevido pode causar pânico, confusão e comprometer a credibilidade de mensagens oficiais em casos de emergência.

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