Protesto marca primeira audiência para julgar acusado de matar enteada de 29 anos a facadas em Lençóis Paulista

O homem de 53 anos acusado de matar a facadas a enteada de 29 anos, em Lençóis Paulista (SP), no início de junho deste ano, passou na tarde desta quinta-feira (16) pela primeira audiência do processo que vai julgá-lo pela acusação de homicídio qualificado e feminicídio.

A audiência, realizada de forma remota no fórum de Lençóis Paulista, foi precedida por um protesto organizado no local por familiares e amigos de Elizandra Aparecida Vieira Bartolomeu, de 29 anos, que morreu após ser esfaqueada por Edmar Pereira Araújo, que está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

O crime aconteceu no Núcleo Habitacional João Zillo no dia 6 de junho deste ano. A PM foi acionada após a ocorrência, mas o homem, então suspeito de assassinar Elizandra Bartolomeu, havia fugido do local.

No dia seguinte, um domingo, ele entrou em contato com a polícia para se entregar e foi localizado pela PM próximo do endereço que informou aos policiais.

Na audiência, que abriu a primeira etapa do processo, foi iniciada a fase de instrução, com oitiva de testemunhas e do próprio réu, que prestou seu depoimento de forma remota, diretamente do CDP.

Elizandra Bartolomeu, de 29 anos, foi morta a facadas em Lençóis Paulista pelo padrasto — Foto: Facebook/Reprodução
Elizandra Bartolomeu, de 29 anos, foi morta a facadas em Lençóis Paulista pelo padrasto (Foto: Facebook/Reprodução)

A única testemunha que compareceu presencialmente ao fórum foi Emanuele Caroline Vieira Bartolomeu, de 25 anos, irmã da vítima, que falou por cerca de duas horas. Emanuele esteve com a irmã momentos antes dela ser assassinada e falou sobre a relação do réu com a vítima e seus familiares.

Segundo informações do Tribunal de Justiça (TJ-SP), a fase de instrução ainda não foi encerrada porque a Justiça ainda aguarda a conclusão de um laudo.

Em uma nova audiência, ainda sem data prevista, acontecerá a sequência do processo, com o fim da instrução, interrogatórios, debates e julgamento, quando o juiz decidirá pela pronúncia ou não do réu, ou seja, se ele irá ou não a júri popular.

Fonte: G1 – Foto: Arquivo pessoal