24 de junho, 2026

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Projeto que reconhece soltura de pipa como esporte é retirado da pauta da Câmara de Botucatu

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Proposta do vereador Abelardo previa a criação de locais autorizados para a prática, mas recebeu críticas de moradores nas redes sociais e passará por adequações antes de ser reapresentada

O Projeto de Lei nº 133/2025, que propunha o reconhecimento oficial da soltura de pipa como prática esportiva em Botucatu, foi retirado da pauta da Câmara Municipal a pedido do vereador autor, Abelardo, do Republicanos.

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Segundo o parlamentar, o texto passará por adequações após novas discussões e diálogo com a população. A intenção, de acordo com a justificativa apresentada, é esclarecer dúvidas, aperfeiçoar a proposta e avaliar ajustes antes de uma possível reapresentação ao plenário.

A proposta previa que a atividade fosse realizada em “pipódromos” ou em locais previamente autorizados pela Prefeitura, respeitando critérios de segurança, proteção ambiental e normas de aviação. O texto também reforçava a proibição do uso de cerol e de outros materiais cortantes nas linhas.

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O projeto já havia passado por adiamentos anteriores. Em maio, a votação foi adiada por quatro sessões a pedido do próprio autor, sob a justificativa de que o texto precisava de ajustes. Em junho, durante nova discussão em plenário, o vereador Welinton Japa, do MDB, manifestou posição contrária à proposta.

Na ocasião, Japa argumentou que a prática ainda está associada a riscos de acidentes, especialmente quando realizada em locais inadequados ou com o uso irregular de linhas. Ao final do debate, o parlamentar solicitou o adiamento da votação por três sessões. O pedido foi aprovado pelos demais vereadores.

Na justificativa do projeto, Abelardo afirma que a soltura de pipa faz parte da cultura popular brasileira e está presente no cotidiano de crianças, jovens e adultos. Segundo o texto, o reconhecimento da atividade como esporte teria como objetivo valorizar a prática e incentivar sua realização de forma organizada e segura.

Apesar da justificativa, a proposta gerou forte repercussão nas redes sociais. Moradores questionaram a prioridade do tema diante de demandas consideradas urgentes no município, como saúde, trânsito, atendimento público e infraestrutura.

Entre os comentários publicados em redes sociais, houve críticas ao momento da discussão e à escolha da pauta. Parte dos moradores ironizou a proposta, relacionando o projeto a problemas enfrentados diariamente pela população, como espera por atendimento em unidades de saúde, trânsito e serviços públicos.

Também houve manifestações favoráveis à prática como atividade cultural e recreativa. Alguns moradores citaram a tradição da soltura de pipas em bairros da cidade e defenderam que a regulamentação poderia ajudar a organizar a atividade de forma mais segura.

Com a retirada da pauta, o Projeto de Lei nº 133/2025 deixa de ser votado neste momento. Para voltar à discussão, o texto deverá ser reapresentado após as adequações anunciadas pelo vereador autor e seguir novamente a tramitação na Câmara Municipal de Botucatu.

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