Pressões levam acusador de líder político a fugir da Venezuela

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Franklin Nieves, um dos promotores do Ministério Público que acusaram o líder político da oposição Leopoldo López, denunciou hoje (24), em um vídeo divulgado pela imprensa, que pressões governamentais e de superiores para fazer acusações “falsas” o forçaram a sair da Venezuela.

“Decidi sair com a minha família da Venezuela, em virtude da pressão que o Executivo e os meus superiores hierárquicos exerciam para que continuasse a defender as provas falsas com as quais se condenou o cidadão Leopoldo López”, disse.

Ele fala da angústia que passou e “da dor e a pressão de continuar com uma farsa”. No vídeo, divulgado pelo site de notícias “La Patilla”, Nieves convida os companheiros e os juízes venezuelanos a “perder o medo e a dizer a verdade”.

“Que sejam valentes, que manifestem o seu descontentamento pela pressão dos superiores que ameaçam com a exoneração e prisão”, apela.

Ao final, Nieves anuncia que nos próximos dias revelará “toda a verdade sobre o que aconteceu” antes, durante e depois do julgamento de Leopoldo López. Ele responsabilizou o governo venezuelano e os seus superiores pelo que possa acontecer a ele e sua família.

Líder do partido opositor Vontade Popular, Leopoldo López foi condenado no dia 10 de setembro a quase 14 anos de prisão por instigação pública, associação delinquente, danos à propriedade e incêndio, durante um protesto convocado por várias figuras da oposição em 12 de fevereiro de 2014.

Além de Leopoldo López, foram condenados quatro estudantes opositores do governo. Vários países e organismos internacionais reagiram à condenação, entre eles os Estados Unidos, que disseram estar profundamente preocupados e apelaram ao governo venezuelano para que “proteja a democracia e os direitos humanos na Venezuela”

Um dia após a condenação, o porta-voz do Alto Comissariado da ONU, Rupert Colville, manifestou consternação pela dureza da decisão e anunciou que o organismo faria uma análise mais profunda do caso, lamentando que o governo venezuelano tenha ignorado uma recomendação do Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias, que em agosto de 2014 pediu a libertação do líder opositor.

A Igreja Católica venezuelana pediu uma “sentença justa”, considerando que a decisão “foi incorreta e negativa para o país”. “Não é justo que, simplesmente por promover manifestações pacíficas contra o governo, lhe atribuam a culpa por toda uma série de delitos e instigação e crimes”, disse o arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Savino.

Fonte: Agência Brasil

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