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Alta do petróleo com conflito no Irã pressiona preços, reduz entregas e provoca escassez de gasolina e diesel em diversas regiões.
Postos de combustíveis em diferentes estados brasileiros já enfrentam falta de gasolina e diesel, em um cenário que combina aumento de preços e redução no fornecimento por parte das distribuidoras. A situação é reflexo direto da alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Irã.
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Segundo relatos do setor, distribuidoras passaram a limitar o volume entregue aos postos, enviando quantidades menores do que as solicitadas. A medida tem impactado o abastecimento em diversas regiões, gerando filas, estoques esgotados e dificuldade para os consumidores encontrarem combustível.
Em São Paulo, postos da capital já registram falta de gasolina, restando apenas etanol em algumas unidades. Mesmo com preços elevados, que chegam a cerca de R$ 6,19 por litro, o combustível tem se esgotado rapidamente. Motoristas relatam percorrer vários estabelecimentos até conseguir abastecer.
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No Rio Grande do Sul, a situação é ainda mais crítica. Ao menos 142 cidades enfrentam escassez de diesel, afetando diretamente serviços públicos e atividades essenciais. Em alguns municípios, prefeituras reduziram o uso de máquinas em obras para preservar o combustível disponível. Em Formigueiro, na região central do estado, foi decretada situação de emergência.
O impacto também atinge o agronegócio, especialmente em um período estratégico de colheita. A falta de diesel compromete o funcionamento de máquinas agrícolas e a logística de transporte, elevando custos e colocando em risco a produtividade no campo.
Além da escassez, o aumento dos preços preocupa consumidores e empresas. Em regiões como o ABC paulista, há registro de novos reajustes no valor do diesel, o que tem levado motoristas a anteciparem o abastecimento por receio de novos aumentos ou falta do produto.
Diante do cenário, o governo federal intensificou as ações de fiscalização. A Secretaria Nacional do Consumidor orientou os Procons a monitorarem possíveis abusos, especialmente aumentos de preços sem justificativa baseada na compra de novos estoques.
Em Curitiba, postos já foram notificados e terão prazo para apresentar documentos que comprovem os reajustes aplicados. Paralelamente, a Polícia Federal abriu investigação para apurar possíveis práticas de cartel e retenção indevida de combustíveis.
O cenário segue em acompanhamento, com preocupação crescente sobre os impactos no abastecimento, na economia e no dia a dia da população.
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